Segunda-feira, 18 de Outubro de 2021
Levi Leandro
Engenheiro. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

“O centenário do SC(M)VR”

Na celebração do Centenário do Sport Clube Vila Real (SCVR), momento que deveria ser festivo e de união, dois autarcas da Câmara Municipal de Vila Real (CMVR), decidiram partidarizar esta festa de forma oportunista. Colocando nos seus discursos e entrevistas, ataques políticos, incluindo a uma pessoa que já não está entre nós, demonstrando não saber […]

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Na celebração do Centenário do Sport Clube Vila Real (SCVR), momento que deveria ser festivo e de união, dois autarcas da Câmara Municipal de Vila Real (CMVR), decidiram partidarizar esta festa de forma oportunista. Colocando nos seus discursos e entrevistas, ataques políticos, incluindo a uma pessoa que já não está entre nós, demonstrando não saber estar, à altura da grandeza da história do Clube, nem da organização do evento. Convidar antigos presidentes a 24 horas ou menos, da comemoração, não é um convite, é um desconvite…. Transformaram este dia histórico, num “Comício Socialista”, misturando levianamente, política com futebol.

Durante o dia 20/5, os dois autarcas, desdobraram-se em entrevistas e discursos, cuja tónica foi, a crítica a sócios e outras pessoas, argumentando: “só querem protagonismo, têm orgulho descabido, entram em “guerras pessoais”, ego enorme, beijam a bandeira e testemunharam a favor, para espoliar o SCVR de parte do Calvário, queriam trocá-lo por umas piscinas e metem ações judiciais…”, não pensando no “Bem do Clube”.

Provavelmente por desconhecimento ou ignorância de alguns, o Campo do Calvário nunca foi pertença do SCVR, mesmo as doações que existiram, foram feitas à CMVR. Mas deixemo-nos de demagogia, o único presidente de Câmara que até hoje quis oferecer o Campo do Calvário ao SCVR, foi o arquiteto Mário Santos em 1970, mas foi impedido pelo governo de Marcelo Caetano. 

Os políticos têm cada vez menos credibilidade junto da opinião pública. Os dois autarcas socialistas, já mostraram, quer no passado recente, quer no presente, como a autarquia atua de forma prepotente e controladora, na vida do SCVR. 

Relembro que, em 25/5/2018, por ordem do líder da autarquia, foram arrombadas as portas do Campo do Calvário, minutos antes, em conferência de imprensa dada na praça do município, o autarca afirmou que, se não houvesse eleições nesse dia, a CMVR suspenderia todos os apoios ao clube. Na sequência desta ingerência, em 16/6/18, o sétimo vereador, decidiu, que podia dar posse ao organismo que resultou do “cozinhado preparado” em 25/5/2018, tendo a petulância de proferir aos órgãos da comunicação social local, “…e quem não concordar com esta tomada de posse, pode recorrer aos tribunais”, foi um desafio lançado, que alguém decidiu aceitar. O ego e arrogância destes autarcas é tão grande, que quando se intrometem, é sempre para o “Bem do SCVR”, já os sócios que deles discordem, “só querem o mal do clube”. Santa hipocrisia, interiorizam que a vontade e o pensamento deles são lei.

As instituições, entram num processo desviante quando os seus dirigentes tendem para a vulgaridade, e podem caminhar para a extinção quando passam a acolher “colaboracionistas”. Isto é o princípio do fim da democracia, é por isso que o SCVR é uma grande instituição, pois consegue “albergar” e suportar tanta mediocridade.

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