O Complexo Moral de Rui Santos

Rui Santos, presidente da Distrital do PS, deduz que a esquerda à esquerda do Partido Socialista vai ficar arrumada. A não passagem de Manuel Alegre à segunda volta presidencial e o chumbo da moção de censura constituem revezes conjecturais. O chumbo do PEC não altera, em nada, o rumo da austeridade generalizada, e a estratégia do centrão que é estrutural. Aqui está o nosso alvo. A Esquerda Socialista tem no âmago federar as esquerdas com o objectivo de ultrapassar o ciclo negativo do rotativismo, que vem afunilando, cada vez mais, a paz social em Portugal. As próximas eleições serão mais um paroxismo dessa estratégia.

Rui Santos conota Manuel Alegre com a ilusão e o BE de ser irresponsável e imaturo. A verdade tem detalhes como uma grande nuvem. Segundo George Friedman, “a análise política convencional sofre de uma profunda falta de imaginação: Imagina-se que o passar de nuvens é permanente e fica-se cego a alterações poderosas, a longo prazo, que acontecem à vista de todos.” O baú onde o PS fechou a unidade da esquerda é como um movimento de fundo. Sobretudo porque o PS se afastou, derivou ao centro e à direita, descuidou a constituição que ajudou a criar, perdeu-se na integração europeia, e deu um passo para o conservadorismo burguês com o manual da terceira via, se

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