Sabemos que Portugal é um país extraordinariamente assimétrico nos mais variados postulados de desenvolvimento: população, serviços, riqueza produzida, etc. No entanto, existe um item em que o esforço de harmonia foi, decididamente, compaginado. Falo nos meios rodoviários, principalmente no que diz respeito às autoestradas. De facto, as autoestradas rasgam, impávidas, serras e planícies, num assomo de aposta progressista.
Viajo até Bragança deslizando num proeminente e promissor alcatrão, limpo, célere, com divisão na faixa central. Espantosamente, consigo contar os veículos que circulam nos dois sentidos. O alcatrão desenvolvimentista! A autoestrada da justiça! O túnel, um dos maiores da Europa! O progresso para o interior, finalmente! Nenhum autarca quis separar-se deste sinal desenvolvimentista. Ainda hoje faz parte do
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