O encerramento do interior

Uma quantidade de serviços de finanças será oportunamente fechada em algumas zonas do interior do país. Tudo em nome, evidentemente, de uma maior regularização da despesa do Estado. Haverá, assim, mais contas de merceeiro feitas em folha de Excel: corta-se aqui, aqui e ali para se poupar umas centenas de milhões de euros. Nesta aritmética, as pessoas vêm sempre depois.

Sabemos que Portugal é um país extraordinariamente assimétrico nos mais variados postulados de desenvolvimento: população, serviços, riqueza produzida, etc. No entanto, existe um item em que o esforço de harmonia foi, decididamente, compaginado. Falo nos meios rodoviários, principalmente no que diz respeito às autoestradas. De facto, as autoestradas rasgam, impávidas, serras e planícies, num assomo de aposta progressista.

Viajo até Bragança deslizando num proeminente e promissor alcatrão, limpo, célere, com divisão na faixa central. Espantosamente, consigo contar os veículos que circulam nos dois sentidos. O alcatrão desenvolvimentista! A autoestrada da justiça! O túnel, um dos maiores da Europa! O progresso para o interior, finalmente! Nenhum autarca quis separar-se deste sinal desenvolvimentista. Ainda hoje faz parte do

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