O morto no caixão estava no descanso eterno. Silenciado e sumido despertava nos presentes as mais profundas emoções. Cada um ia rodeando o defunto em sinal de respeitabilidade e sentido cristão, pois o rosário nas mãos de algumas mulheres mostrava isso mesmo. As mais idosas faziam até uma espécie de bico na boca no relambório de algumas orações estranhas e incompreensíveis.
O homem ali deitado fora em tempos polícia respeitado mas muito cedo destituído por não partilhar os ideais políticos do governo de então. Ultimamente trabalhava de sol a sol nas leiras e isso ocupava-o completamente… dizia-se feliz e tinha um grande apego à vida recusando liminarmente falar da morte como se ela só batesse à
Artigo exclusivo PREMIUM

Tenha acesso ilimitado a todos os conteúdos do site e à edição semanal em formato digital.
ou compre apenas este artigo:
Comprar este artigo — 1,00€



