Adérito Silveira
Adérito Silveira
Maestro do Coral da Cidade de Vila Real. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

O funeral do polícia

Naquela casa velhinha, havia tristeza e lembranças do passado. Ali, pontificava um mundo de gente, sobretudo pessoas marcadas pela idade.

O morto no caixão estava no descanso eterno. Silenciado e sumido despertava nos presentes as mais profundas emoções. Cada um ia rodeando o defunto em sinal de respeitabilidade e sentido cristão, pois o rosário nas mãos de algumas mulheres mostrava isso mesmo. As mais idosas faziam até uma espécie de bico na boca no relambório de algumas orações estranhas e incompreensíveis.

O homem ali deitado fora em tempos polícia respeitado mas muito cedo destituído por não partilhar os ideais políticos do governo de então. Ultimamente trabalhava de sol a sol nas leiras e isso ocupava-o completamente… dizia-se feliz e tinha um grande apego à vida recusando liminarmente falar da morte como se ela só batesse à

Artigo exclusivo PREMIUM

Tenha acesso ilimitado a todos os conteúdos do site e à edição semanal em formato digital.

-PUB-

ou compre apenas este artigo:

Comprar este artigo — 1,00€
Se já é PREMIUM, Aceda à sua conta em

ARTIGOS do mesmo autor

NOTÍCIAS QUE PODEM SER DO SEU INTERESSE

ARTIGOS DE OPINIÃO + LIDOS

Notícias Mais lidas