Quinta-feira, 21 de Outubro de 2021
Barroso da Fonte
Escritor e Jornalista. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

O heróico papel da imprensa Regional

Portugal, de norte a sul, tem exemplos de verdadeira heroicidade. Poderíamos falar de comércios que ainda não trocaram o livro dos «fiados», pelas máquinas automáticas de apresentar o talão do pronto pagamento, também conhecido pelo «toma lá, dá cá». Como poderemos referir-nos às tascas, e mercearias que funcionam com a mesma filosofia de vida, como funcionavam há 50 ou 60 anos, quando apenas se pagava ao fim de cada mês, no dia em que o chefe de família recebia a jeira que ia direitinha do patrão para o merceeiro. Outros tempos, outras mentalidades, outra gente. Ninguém discutia contas, ninguém desconfiava de nada, pelo contrário, valia mais a palavra do que o papel.

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Era o tempo da solidariedade, da pureza da linguagem, do valor da palavra que valia mais do que uma escritura. Não havia calotes, desconfianças, traições ou zangas que hoje são como as moscas que picam como vespas e que deixam marcas para toda a vida.

Ao lembrar o tempo da solidariedade comunitária ocorre-me exaltar o heróico papel da imprensa regional. Ela representa para o país real, o que representavam essas mercearias que forneciam fiados, a velhos e novos, a ricos e a pobres, sem juros e sem remoques, num sentido humanista que os direitos humanos institucionalizados pelas Nações Unidas nunca conseguiram imitar. Eram tempos de fome, mas todos repartiam a malga do caldo. Não havia dinheiro

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