Era o tempo da solidariedade, da pureza da linguagem, do valor da palavra que valia mais do que uma escritura. Não havia calotes, desconfianças, traições ou zangas que hoje são como as moscas que picam como vespas e que deixam marcas para toda a vida.
Ao lembrar o tempo da solidariedade comunitária ocorre-me exaltar o heróico papel da imprensa regional. Ela representa para o país real, o que representavam essas mercearias que forneciam fiados, a velhos e novos, a ricos e a pobres, sem juros e sem remoques, num sentido humanista que os direitos humanos institucionalizados pelas Nações Unidas nunca conseguiram imitar. Eram tempos de fome, mas todos repartiam a malga do caldo. Não havia dinheiro
Artigo exclusivo PREMIUM

Tenha acesso ilimitado a todos os conteúdos do site e à edição semanal em formato digital.
Se já é PREMIUM, Aceda à sua conta em Entrar




