Eduardo Varandas
Eduardo Varandas
Arquiteto. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

O mito das reformas estruturais e outras aberrações

Dizem os entendidos que um governo, quando inicia funções, deve tomar as medidas mais difíceis nos primeiros seis meses do seu mandato, caso contrário arrisca-se a ver passar os comboios, sem que os principais objetivos a que se propôs, sejam levados a bom porto, devido à resistência que lhe é movida pelas diversas corporações de interesses, existentes na sociedade.

A lentidão do Governo na implementação das tão propaladas reformas, parece indiciar isso mesmo. Senão vejamos. Durante a última campanha eleitoral foram elencadas várias propostas, pelos partidos da atual coligação governativa, muitas das quais erguidas como bandeiras, sendo exemplos mais evidentes a redução drástica do número de deputados, institutos públicos, fundações, empresas municipais, administradores das empresas públicas (passando, em cada uma delas, a existir apenas três), eliminação de serviços públicos que pela sua natureza configurem sobreposição de funções, etc. Na prática nada disto foi feito, a não ser a publicação de uma listagem com alguns institutos públicos e direções – gerais a extinguir, um ou outro caso pontual de redução do número de administradores numa

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