Sexta-feira, 15 de Outubro de 2021

O Monte da Forca

Em tempos que já lá vão – e antes que o Sr. Joseph Guillotin, deputado francês do tempo da Revolução Marselhesa, por misericórdia aos condenados à forca fizesse aprovar a guilhotina nas execuções, convencido que separando de um só golpe a cabeça do resto do corpo, a vítima sofria menos – era por enforcamento que se tirava a vida a quem fosse sentenciado.

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De facto, o enforcamento foi sempre o método de execução mais limpo antes das modernas técnicas americanas da injecção letal, porque quer a decepação dos tempos medievos, quer o garrote, quer o esquartejamento, o empalamento, e a própria guilhotina, deixavam os patíbulos alagados em sangue, muitas vezes à mistura com restos viscerais e outros fluídos desagradáveis.

No enforcamento, o próprio peso do corpo ao cair, e ao ser subitamente travado ao nível das cervicais pela corda que o apertava, provocava a quebra da coluna vertebral e a morte imediata. Sem sangue. Salvo alguns vestígios de urina, porque é normal que a bexiga se solte nestas circunstâncias. Qualquer tratado médico o garante.

Contudo, estes horrores que deliciavam

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