Eduardo Varandas
Eduardo Varandas
Arquiteto. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

O polémico encerramento das antigas escolas primárias

Está na ordem do dia o chamado processo de Reordenamento da Rede Escolar, para entrar em vigor no próximo ano lectivo, que o actual Governo pôs em marcha e que levará, inevitavelmente, nesta fase, ao encerramento de 701 escolas do antigo Ensino Primário Elementar, actualmente designadas de Escolas do Ensino Básico. Tudo se conjuga para que, num futuro próximo, as que restarem desta leva inicial, sejam definitivamente encerradas e integradas nos centros escolares concelhios. Este problema tem desencadeado as mais diversas reacções, de sentido negativo, na esmagadora maioria dos casos, quer da parte dos sindicatos do sector educativo, dos partidos da oposição e das populações, em particular daquelas que se sentem afectadas por este processo de reestruturação.

Sem querer tomar partido por qualquer das partes envolvidas nesta polémica, não posso, apesar de tudo, ficar indiferente a todo o envolvimento que esta matéria suscita, devendo, contudo, ser analisada, desapaixonada e reflexivamente, sempre numa perspectiva de inserção local, sem bairrismos estéreis mas colocando acima de tudo, os interesses da população escolar propriamente dita. Assim sendo, julgo que, pelos dados de que disponho, e pela análise dos vários argumentos apresentados, sou levado a concluir que esta decisão assenta em motivações fundamentalmente economicistas, embora as justificações esgrimidas pela Ministra da Educação tentem escamotear esta questão. Como prova daquilo que afirmamos, está o facto de o Governo, durante algum tempo, ter feito passar a mensagem, nos órgãos

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