Ao longo de uma História de mais de 8 séculos, os portugueses ainda não tiveram tempo e juízo para cuidar da própria “casa”. Primeiro, foram as guerras com os mouros para alargar o território e expulsá-los para o norte de África e as rivalidades com Castela para afirmar a independência na Península Ibérica; a seguir, veio a epopeia marítima e a construção do Império ultramarino que, pela extensão e complexidade, era tarefa que ia além das próprias forças – e acabou por se perder sem que o Reino dele tivesse tirado grandes vantagens e fortunas; por fim, o País sofreu as invasões francesas, ficou para trás em relação aos outros europeus na industrialização, passou por desfeitas e vexames no crepúsculo da monarquia, não evitou o bota abaixo da República e da “formiga-branca” e acabou, depois de 40 anos de Estado Novo e de algumas décadas de desvario pós-revolução de “25 de abril”, por estender a mão à Europa a fim de evitar o naufrágio e a bancarrota.
As crises, como escreveu Franco Nogueira, foram quase sempre de responsabilidade das elites. O povo, esse continuou com as mesmas virtudes e defeitos, com a mesma disposição para o trabalho e coragem para enfrentar os desafios, com o mesmo caráter e a mesma resignação para sofrer, enquanto os dirigentes, uns pelo sangue dinástico, outros pela escolha popular, cometeram toda a sorte de erros e desacertos políticos, sem servir os interesses permanentes da Grei. Acabaram por transformar e reduzir Portugal ao que é hoje.
Não precisamos recuar muito no tempo para nos darmos conta da culpa das elites nos sucessivos fracassos que afligiram a Nação. Com a queda do regime salazarista e com a entrada para a
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