A VTM dá-lhe a conhecer o testemunho destes três transmontanos que, apesar de todos os cuidados, não escaparam à doença. Hoje, já curados, continuam com medo e, em alguns casos, com sequelas
O QUE MAIS CUSTOU “FOI ESTAR LONGE DA FAMÍLIA”
Foi em outubro que Augusto e a esposa, Maria do Carmo, de 62 e 64 anos, acusaram positivo à Covid-19.
“Eu soube que estava infetado no dia 18 outubro, já depois de a minha mulher ter testado positivo”, explica, recordando que “estava em Braga, em serviço, e ela ligou-me a dar a notícia e a dizer que tinha de voltar para casa”, e assim foi. Esteve em isolamento 10 dias e, após esse período, “foi-me dito que podia voltar a trabalhar, mas não me mandaram fazer nenhum teste. Eu, por descargo de consciência, pedi ao médico para fazer o teste, que acabou por dar negativo”.
Sobre os sintomas, o motorista da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Norte (DRAPN), garante que “sinceramente, nem sei bem o que é a Covid-19 porque praticamente não tive sintomas. O mais grave foi a perda de paladar, que até já se arrastava há uns dias, mas não associei”.
Quanto à sua esposa só teve “alta” 40 dias e cinco testes depois. “O primeiro deu positivo, depois fiz dois inconclusivos. O quarto voltou a dar positivo e só ao quinto é que deu negativo”, garantindo que “foi um alívio”.
Maria do Carmo, que trabalha no centro de saúde de Sabrosa, não sabe como contraiu o vírus. Sobre os sintomas, “pensei que fossem uma reação à vacina da gripe, que tinha tomado 15 dias antes”, mas acabou por ter todos os sintomas: dores de cabeça, dores de corpo, tosse e perda de olfato e paladar.
“Comecei a ter dores de corpo e de cabeça. Tomei um comprimido de manhã e fui
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