Segunda-feira, 25 de Outubro de 2021

O Sancho Pança

Costuma dizer-se que de poeta e de louco todos têm um pouco. Infelizmente alguns têm em abundância aquilo que a generalidade tem pouco. Refiro-me, obviamente, à loucura. Com ar esquizofrénico ousam falar com os seus fantasmas desafiando-os a descer do seu pedestal para lutar contra a mordaça, seja lá isso o que for. Para bem deles, os fantasmas não falam e muito menos têm materialidade, porque, se assim não fosse, corriam o risco de apanhar um bruto chapadão.

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Esta coisa de uns iluminados se servirem do que estiver à mão para alimentar o seu penacho e fazerem o mundo girar à sua volta, tem que se lhe diga. Sancho Pança até podia ter coluna vertebral e servir o seu amo na luta contra os moinhos de vento. Nunca consegui compreender a fidelidade canina nem o servilismo. Contudo, continuo a assistir a comportamentos que nos nossos dias não fazem sentido. Porque será que gente com cabeça para pensar se limita a dizer aquilo que outros lhe ordenam que diga!? Porque será que pessoas com obrigação para ter identidade própria se diluem como açúcar em água, mal o chefe engrossa a voz e faz cara

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