O Serviço Nacional de Saúde e as exigências da “Troika”

O acordo celebrado com a “Troika” pelos três principais partidos políticos portugueses, PSD, PS e CDS, impõe uma poupança de 500 milhões de euros no SNS. Em consequência, o Ministro da Saúde já anunciou um primeiro conjunto de medidas de poupança, como são os cortes nas horas extraordinárias dos hospitais e centros de saúde (10%), nas convenções de hemodiálise e de imagiologia (12,5%), nos incentivos para os transplantes (50%) e nos transportes.

Conforme noticiou o jornal “O Sol” de 19 de Agosto, muitas destas medidas foram sugeridas pelas administrações hospitalares a quem o Ministério da Saúde solicitou sugestões para cortes na despesa. Evidentemente que os cortes não vão ficar por aqui e proximamente surgirão novas propostas para reduzir a despesa no SNS. Uma das principais facturas da saúde é a relativa aos medicamentos. Aqui há muito desperdício e é possível poupar uns milhões. O aumento progressivo da utilização de genéricos, a unidose, a racionalização de medicamentos oncológicos e da SIDA, tudo obedecendo a critérios estritamente clínico-científicos, vai permitir baixar significativamente os custos com os tratamentos farmacológicos.

A nível dos recursos humanos, é possível a redução da despesa,

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