O SNS, a demagogia e as contradições

O Presidente da República (PR), na inauguração de umas benfeitorias no Hospital da Misericórdia de Loulé, disse que: “se o Estado não tem capacidade de assegurar a qualidade e eficácia dos serviços de saúde, então deve delegar e partilhar com outras organizações, como é o caso das Misericórdias” que “prestem esses cuidados se o fizerem com melhor qualidade e eficiência”. Perante estas declarações, e como já se antevia, logo surgiram as vozes do costume a clamar que este tipo de propostas são inconstitucionais, que querem acabar com o SNS, etc.

Que o PCP e o BE assim julguem não espanta ninguém porque, no entender desses políticos, defensores do conservadorismo estatizante do socialismo marxista-leninista que tão bons resultados tem dado (!), tudo o que seja reformar algo, mesmo que o Estado já tenha esgotado os seus recursos e esteja à vista a impossibilidade financeira da sua sustentação, tem a sua feroz oposição, por razões unicamente ideológicas retrógradas e passadistas. O que me espanta é que pessoas conhecedoras de toda esta problemática, como António Arnaut (AA) e Correia de Campos (CC), afinem pelo mesmo diapasão e venham também com a questão da inconstitucionalidade e a entrega do SNS aos privados. Em relação a AA, ainda se compreende

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