Paulo Reis Mourão
Paulo Reis Mourão
Economista e Professor Universitário na Universidade do Minho. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

O Tempo e o Vento

O título desta crónica foi importado de uma das grandes obras de Erico Veríssimo que, aproveitando a temática das Guerras do século XIX travadas pelo jovem Estado do Brasil com os seus jovens vizinhos, reflete sobre, apesar do fervor emergente saído das gargantas do Ipiranga ou dos credos bolivarianos, muita coisa de velho fica nos homens.

Já os romanos diziam que “Labitur exiguo quod partum est tempore longo”, mostrando que a memória é curta para o longo esforço. Assim como uma árvore que depressa perece abatida após um longo período de crescimento, também a memória do que fica para trás tende a diluir-se perante os desafios do presente prioritário.

No entanto, marca de que a saudade portuguesa não se encurta com a distância geográfica é a continuidade do valor das remessas dos emigrantes que os portugueses têm enviado persistentemente para as famílias que ficam. Se antes as remessas dos emigrantes na França, na Alemanha e no Luxemburgo eram as remessas mais significativas, encontramos agora Angola, o Brasil, ou a Inglaterra nas origens

Artigo exclusivo PREMIUM

Tenha acesso ilimitado a todos os conteúdos do site e à edição semanal em formato digital.

-PUB-

ou compre apenas este artigo:

Comprar este artigo — 1,00€
Se já é PREMIUM, Aceda à sua conta em

ARTIGOS do mesmo autor

NOTÍCIAS QUE PODEM SER DO SEU INTERESSE

ARTIGOS DE OPINIÃO + LIDOS

Notícias Mais lidas