Segunda-feira, 4 de Julho de 2022

OLIVEIRENSE, 3 – VILA REAL, 0

O Vila Real deslocou-se a Oliveira de Santa Maria e foi humilhado, ao perder, por três golos sem resposta. Com este penoso resultado, a equipa transmontana desce ao Campeonato Distrital da Associação de Futebol de Vila Real. Já há algum tempo se adivinhava que nada poderia salvar uma equipa que mudou de treinador, por quatro […]

O Vila Real deslocou-se a Oliveira de Santa Maria e foi humilhado, ao perder, por três golos sem resposta. Com este penoso resultado, a equipa transmontana desce ao Campeonato Distrital da Associação de Futebol de Vila Real. Já há algum tempo se adivinhava que nada poderia salvar uma equipa que mudou de treinador, por quatro vezes, e que andou, claramente, à deriva, em muitos jogos deste campeonato. Com quatro treinadores diferentes, com vários jogadores a sair a meio da temporada, apesar das aquisições feitas em Dezembro, a descida de divisão já há algum tempo que pairava no ar. E agora, de quem é a culpa? Pode dizer-se que de todos os jogadores, da equipa técnica e dos dirigentes. Houve jogos em que a equipa mostrou pouca motivação, empenho e faltou, sobretudo, uma voz a comandar a jovem equipa que errou muito, ao longo da época. Desde a lesão do capitão Zé Monteiro, a defesa nunca se conseguiu impor, cometeu inúmeros erros que foram fatais, para este desfecho lamentável e humilhante. Aliás, a derrota por três golos, em Oliveira de Santa Maria, foi a derrota mais pesada da época. Era primordial entrar em jogo com determinação e vontade de dar o tudo por tudo. Era fundamental encarar este jogo como de uma final se tratasse. Mas não foi isto que vimos, em Santa Maria. Foi uma equipa sempre apática, sem criatividade nem objectividade para incomodar a defensiva da casa.

Zeca Lopes também é responsável por este desaire de uma equipa que, sob o seu comando, nunca se encontrou, nem mostrou união para dar a volta aos maus resultados que se foram acumulando. Não vimos neste técnico, praticamente desconhecido, uma atitude diferente, uma estratégia inovadora numa equipa que sempre necessitou de apoio e, acima de tudo, de uma voz forte de comando. Incompreensível a contratação de uma pessoa que desconhecia a realidade do clube e dos jogadores que tinha para orientar.

Quanto ao jogo, a história é fácil de contar. A Oliveirense, a jogar em casa, cedo começou a dominar um adversário que foi muito mais fácil de vencer do que esperaria. Logo nos minutos iniciais, Igor salvou aquele que poderia ser o primeiro golo da partida. Erro duplo dos centrais “alvi-negros” que Igor conseguiu emendar, ao tirar a bola sobre a linha de golo. Os transmontanos ainda conseguiram suster o ímpeto atacante dos homens da casa, durante 44 minutos. Mas já se adivinhava o golo da Oliveirense. Depois de três oportunidades soberanas, Zezé inaugurou o marcador. Fidalgo, no corredor esquerdo, colocou para a pequena área, onde Zezé se antecipou aos defesas e atirou, para o fundo da baliza. Um golo já merecido, pela equipa da casa. Já antes, Vieira tinha negado o golo a Fidalgo, quando este apareceu, isolado, na sua frente. Incompreensível a facilidade concedida pela defensiva visitante aos avançados da casa.

Ao intervalo, Zeca Lopes não fez qualquer alteração, nem no esquema táctico, nem nos elementos em campo. Não se compreende como o mentor de todo o jogo ofensivo da equipa, Filipe Lemos, ficou “retido”, a defesa lateral, num jogo que era impreterível vencer. Mesmo assim, conseguiu colocar em Olivier, para este “encher o pé”, mas Soares cortou, pela linha de fundo. Volvidos cinco minutos, surgiu o segundo golo da Oliveirense. De novo, Zezé a marcar. Correu, desde o meio- -campo, ultrapassou vários jogadores e, já perto da linha lateral, colocou a bola na baliza. Inadmissível a passividade de toda a equipa.

A perder por dois a zero, Zeca Lopes mexeu, então, na equipa. Tirou Olivier e colocou Luís Alves, no seu lugar. Tacticamente, alterou, também, o esquema, ao colocar Lemos, finalmente, no centro do terreno, recuando Braima. Mas foi tarde demais. Apenas por duas vezes, os vila-realenses conseguiram incomodar Jorge. Muito pouco para uma equipa que tinha, obrigatoriamente, que ganhar. Aos 74 minutos, Zezé aproveitou para fazer o “hat-trick”. Mais um erro, a meio-campo. Outra perda de bola que foi aproveitada por Zezé, explorando o corredor aberto para a baliza de Vieira, não tendo dificuldade em fazer o terceiro golo da sua conta pessoal. Até ao final, assistimos a um jogo de sentido único, com a Oliveirense a desperdiçar inúmeras oportunidades. Valeu Vieira, a evitar uma maior humilhação. Foi penoso ver um Vila Real sem alma, nem espírito combativo, para tentar manter a esperança na manutenção.

Quanto ao trabalho da equipa de arbitragem, de Aveiro, teve uma actuação regular. Perdoou alguns cartões aos jogadores de Vila Real.

 

Márcia Fernandes

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