Depois de mais de um ano de investigação, a Guarda Nacional Republicana (GNR) de Vila Real, desmantelou, no dia 24, uma “rede criminosa, transnacional, de casamentos fictícios”, constituindo como arguidos duas pessoas, um homem e uma mulher.
Em comunicado, a Guarda revelou que a rede “dedicava-se, de forma organizada, ao negócio de angariação de homens portugueses para simularem casamentos, ou casarem por conveniência, com cidadãos estrangeiros em situação de permanência ilegal ou precária no país”.
No âmbito da Operação “Cupido”, desenvolvida, nos últimos 14 meses, no distrito, nomeadamente nos concelhos da região do Alto Tâmega, o Núcleo de Investigação Criminal vila-realense descobriu que a rede angariava homens para simularem casamentos ou casarem por conveniência, em Portugal e Espanha, com cidadãos maioritariamente oriundos do Brasil.
A ação “resultou na constituição de dois arguidos, um cidadão português, de 41 anos, e uma mulher espanhola, de 42”. “O cidadão português é o principal suspeito da rede, sendo que a espanhola casou, em abril de 2009, por conveniência, com um português, em Montalegre”.
No comunicado, a Guarda revelou ainda que o principal arguido no processo “angariava homens em zonas pobres e encaminhava-os para Espanha. Aí casavam-se com cidadãs brasileiras, ou faziam crer, perante as autoridades locais, que viviam em ‘união de facto’, para que dessa forma os imigrantes usufruíssem de um cartão de residência legal”.
Os falsos noivos ganhavam com o casamento fictício entre 1.500 e 2.000 euros e cada imigrante chegava a pagar pela “regularização até 3.500 euros”.
De realçar ainda que o suspeito já havia sido detido pela GNR, em dezembro de 2010, “pelo crime de tráfico de estupefacientes, juntamente com os restantes elementos da rede”. “Encontra-se atualmente preso a cumprir uma pena de sete anos, sendo que, neste caso, também era o líder de uma rede de tráfico de produtos estupefacientes que, durante o ano de 2010, operou na zona do Alto Tâmega. Neste processo encontram-se ainda presos mais três homens, que cumprem penas entre os três e os cinco anos”, explicou a GNR.



