Como tínhamos informado, em notícia de última hora, na anterior edição do Nosso Jornal, um homem, de 29 anos, solteiro, residente em Leirós, freguesia de S. Tomé do Castelo, foi vítima mortal de uma explosão, por volta das 10.40 horas de Quarta-feira, na pedreira do Tronquilho, em Barrela de Jales.
A causa deste fatídico acidente de trabalho ainda não está apurada, de forma clara. Porém, alguns colegas da vítima contaram que Cláudio Artur Carvalho Vilela, manobrador de máquinas, andava, na altura, a ajudar o estanqueiro a colocar velas de gelamonite e giestas, sobre os buracos, com os explosivos, e terá escorregado e roçado em algo, provocando uma ignição no detonador que causou o rebentamento de um dos orifícios.
A violência da explosão atingiu-lhe a zona do peito e da cabeça, tendo morte imediata. “Estava todo queimado, negro no peito e no rosto” – disse um familiar do operário que trabalhava para a firma Graniferreira (sedeada em Vilarinho da Samardã – Vila Real) e pertencente ao grupo Brivel, empresa ligada à extracção e transformação de granitos e outras rochas.
Em Leirós, mal a notícia chegou, gerou-se uma onda de choque, junto da população desta freguesia, a cerca de oito quilómetros de Vila Real. Elisa Lopes, tia do falecido, banhada em lágrimas, era a imagem da dor e do luto que atingiu toda a família.
“O Cláudio era um bom rapaz, sempre pronto para tudo. Muito educado, ajudava toda a gente. Deus parece que só leva os bons”.
Ao lado do seu café, ainda estava o Ford Escort branco da vítima que, habitualmente, ali o deixava, quando ia trabalhar para as pedreiras. Tinha saído de manhã e, a cerca de seis quilómetros de sua casa, acabou por perder a vida.
Luís Correia, elemento da Junta de Freguesia de S. Tomé do Castelo, contou que “o Cláudio era manobrador de máquinas e estava apenas há cerca de dois meses na empresa. Antes, trabalhou cinco anos numa empresa de transformação e corte de granitos, como encarregado. Era um homem muito habilidoso. No próximo mês, iria trabalhar para a Brivel”.
O corpo do inditoso Cláudio, depois de removido, foi levado para a morgue do Centro Hospitalar de Trás-os–Montes em Vila Real.
No terreno, a Inspecção Geral do Trabalho e uma Brigada de Minas e Explosivos da PSP estão a investigar este acidente. Uma fonte próxima da empresa adiantou que irá accionar o seguro, garantido para estes casos.
Este foi mais um acidente mortal, com explosivos, registado nas pedreiras do concelho de Vila Pouca de Aguiar. Há cerca de um ano, um outro operário morreu, em Pedras Salgadas.
Jmcardoso



