IgrejaOrdenação de um Padre e dois Diáconos, com os olhos postos em Copenhaga e na proposta de legislação familiar

Ordenação de um Padre e dois Diáconos, com os olhos postos em Copenhaga e na proposta de legislação familiar

Com a Sé cheia de familiares e amigos, foi ordenado Presbítero no passado Domingo, na Sé de Vila Real, o Diácono Ivo Diogo Coelho, de Vreia de Jales, Vila Pouca de Aguiar. É o único Padre ordenado neste ano na Diocese de Vila Real. Com ele receberam a ordenação de Diáconos Adão Filipe Macedo de Moura, de Montalegre, e Carlos Manuel Dias Rúbens, de Ribeira de Pena. Na mesma Eucaristia forma instituídos no ministério de Leitores Daniel Cerqueira Afonso, natural de Amarante, Hélder Dinarte Sineiro Libório de Torgueda, Vila Real, João Paulo Castanheira Pinto, de Vila Pouca de Aguiar, Marco Paulo Monteiro Amaro, de Folhadela, Vila Real, e Pedro Luís Vilela Ribeiro, de Murça.

Ainda que sejam jovens em etapas diferentes, é um acontecimento de grande relevo na vida da diocese e constitui um belo presente de Natal, disse no final o senhor Bispo, que agradeceu o trabalho dos pais, dos Párocos, do Seminário do Porto, e de todas as pessoas, pois um padre é, de algum modo, fruto do interesse de muita gente.

A celebração inicia-se às 16 horas, presidida pelo bispo diocesano, D. Joaquim Gonçalves, e concelebraram o Bispo Coadjutor, D. Amândio José Tomás, e D. Manuel Linda, Bispo Auxiliar de Braga, que foi Reitor do Seminário que todos eles frequentaram, dezenas de padres de Vila Real, do Porto e de Bragança, e muitos diáconos das três dioceses, uns a caminho do presbiterado e outros diáconos permanentes, como os três que acolitaram o presidente: diácono Matos, diácono Paulo e diácono Ferreira.

Na homilia o prelado chamou a atenção para a Encarnação do Filho de Deus como um acontecimento fundamental da fé cristã, pois as outras grandes religiões (Judaísmo e Islamismo) têm uma visão de Deus distante do homem. Fez depois a relação do Natal com a Páscoa como consta da segunda leitura (aos Hebreus) e que Paulo também pregou na carta aos Filipenses e que o Papa recomendou recentemente ao dizer que o Natal deve ser lido com olhos da Páscoa. Traçado este quadro litúrgico, lembrou que o Padre é simultaneamente o homem do presépio e da Páscoa: do presépio ele tem a proximidade e a discrição junto do povo, o único profissional que vive com o povo; da Páscoa, ele tem o sentido da oferenda, da transformação interior: o Padre é próximo sem se igualar, e leva consigo o mistério da transformação do mundo sem o destruir. É preciso uma vida inteira para assimilar este estatuto».

Aos cinco Leitores e, por eles, aos catequistas, lembrou que «o leitor não se destina somente a fazer as leituras na liturgia mas a catequese ao povo de Deus: a fé cristã não se confunde com bons sentimentos, mas possui uma doutrina, uma mensagem, que é preciso assimilar bem e transmitir ao mundo». E prosseguiu: «Vivemos hoje uma crise desrespeito pela natureza das coisas e pela própria inteligência, de desrespeito pelo saber, pela biologia, pela cultura. Para tudo se invocam os gostos pessoais e os direitos das maiorias. Ainda ontem terminou na Dinamarca uma jornada essencial sobre a natureza sem que os responsáveis se entendessem. Os governantes tendem a legislar pelos seus interesses, pelos caprichos, construindo artifícios legais sem fundamento real, designando realidades diferentes com o mesmo nome, como vem a acontecer com o casamento e a família. É o triunfo da sofística e do voluntarismo caprichoso».

Nestas celebrações, a Sé revela a sua beleza com uma vasta assembleia que se estende pelas três naves, o presbitério que enche os cadeirais da capela-mor e se estende pelo transepto, e o conjunto dos vários ministros desde os Leitores e Salmista, aos acólitos do altar, do turíbulo e ceroferários.

O canto da assembleia foi sustentado por um coro formado pelos condiscípulos dos ordenados, uns de Vila Real e outros do Porto.

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