Ainda que sejam jovens em etapas diferentes, é um acontecimento de grande relevo na vida da diocese e constitui um belo presente de Natal, disse no final o senhor Bispo, que agradeceu o trabalho dos pais, dos Párocos, do Seminário do Porto, e de todas as pessoas, pois um padre é, de algum modo, fruto do interesse de muita gente.
A celebração inicia-se às 16 horas, presidida pelo bispo diocesano, D. Joaquim Gonçalves, e concelebraram o Bispo Coadjutor, D. Amândio José Tomás, e D. Manuel Linda, Bispo Auxiliar de Braga, que foi Reitor do Seminário que todos eles frequentaram, dezenas de padres de Vila Real, do Porto e de Bragança, e muitos diáconos das três dioceses, uns a caminho do presbiterado e outros diáconos permanentes, como os três que acolitaram o presidente: diácono Matos, diácono Paulo e diácono Ferreira.
Na homilia o prelado chamou a atenção para a Encarnação do Filho de Deus como um acontecimento fundamental da fé cristã, pois as outras grandes religiões (Judaísmo e Islamismo) têm uma visão de Deus distante do homem. Fez depois a relação do Natal com a Páscoa como consta da segunda leitura (aos Hebreus) e que Paulo também pregou na carta aos Filipenses e que o Papa recomendou recentemente ao dizer que o Natal deve ser lido com olhos da Páscoa. Traçado este quadro litúrgico, lembrou que o Padre é simultaneamente o homem do presépio e da Páscoa: do presépio ele tem a proximidade e a discrição junto do povo, o único profissional que vive com o povo; da Páscoa, ele tem o sentido da oferenda, da transformação interior: o Padre é próximo sem se igualar, e leva consigo o mistério da transformação do mundo sem o destruir. É preciso uma vida inteira para assimilar este estatuto».
Aos cinco Leitores e, por eles, aos catequistas, lembrou que «o leitor não se destina somente a fazer as leituras na liturgia mas a catequese ao povo de Deus: a fé cristã não se confunde com bons sentimentos, mas possui uma doutrina, uma mensagem, que é preciso assimilar bem e transmitir ao mundo». E prosseguiu: «Vivemos hoje uma crise desrespeito pela natureza das coisas e pela própria inteligência, de desrespeito pelo saber, pela biologia, pela cultura. Para tudo se invocam os gostos pessoais e os direitos das maiorias. Ainda ontem terminou na Dinamarca uma jornada essencial sobre a natureza sem que os responsáveis se entendessem. Os governantes tendem a legislar pelos seus interesses, pelos caprichos, construindo artifícios legais sem fundamento real, designando realidades diferentes com o mesmo nome, como vem a acontecer com o casamento e a família. É o triunfo da sofística e do voluntarismo caprichoso».
Nestas celebrações, a Sé revela a sua beleza com uma vasta assembleia que se estende pelas três naves, o presbitério que enche os cadeirais da capela-mor e se estende pelo transepto, e o conjunto dos vários ministros desde os Leitores e Salmista, aos acólitos do altar, do turíbulo e ceroferários.
O canto da assembleia foi sustentado por um coro formado pelos condiscípulos dos ordenados, uns de Vila Real e outros do Porto.


