Terça-feira, 6 de Dezembro de 2022
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Os 100 anos do Escutismo e os 40 da Populorum Progressio

Como referimos na altura, na sua última assembleia plenária os Bispos publicaram duas «Notas pastorais», uma sobre os cem anos do Escutismo e outra sobre os quarenta da encíclica Populorum Progressio. Na impossibilidade de as transcrever na íntegra, deixamos aqui as referências centrais desses documentos. 1- Deve-se o Escutismo ao general inglês Baden Powel, um […]

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Como referimos na altura, na sua última assembleia plenária os Bispos publicaram duas «Notas pastorais», uma sobre os cem anos do Escutismo e outra sobre os quarenta da encíclica Populorum Progressio. Na impossibilidade de as transcrever na íntegra, deixamos aqui as referências centrais desses documentos.

1- Deve-se o Escutismo ao general inglês Baden Powel, um método educativo que concilia o espírito de aventura dos jovens com a criatividade e a responsabilidade pessoal por meio de actividades levadas a cabo em pequenos grupos, sempre sob a orientação de um responsável, o contacto com a natureza como obra divina e o espírito de louvor, o sentido de missão na vida de cada um.

«Não sendo, no seu conjunto, um movimento confessional no sentido estrito, porque Baden-Powell o via como meio de aproximar jovens de vários credos, no sentido da paz mundial, é, de raiz, uma pedagogia fundamentalmente religiosa, pelas convicções pessoais e expressas do fundador: “O homem de pouco vale, se não acreditar em Deus e obedecer às suas leis. Por isso todo o escuteiro deve ter uma religião”. Aliás, Baden Powell impregnou os seus escritos do ideal da antiga cavalaria cristã e da figura de São Jorge, que deu como referência a todos os escuteiros: “S. Jorge comemora-se a 23 de Abril. Nesse dia todos os bons escuteiros se lembram de meditar sobre a sua promessa e lei”. Nesta nossa cultura laicista, talvez seja este o aspecto mais ameaçado.

A Igreja Católica reconheceu as virtualidades do Escutismo para a formação integral da juventude, dento da sua confessionalidade específica. Em Portugal, o Escutismo Católico nasceu por iniciativa de D. Manuel Vieira de Matos, arcebispo de Braga, que ficara vivamente impressionado com a participação de milhares de escuteiros no Congresso Eucarístico Internacional de 1922, em Roma. Com o nome de Corpo de Scouts Católicos Portugueses, nasceu em Braga, em 1923, o actual «Corpo Nacional de Escutas». Em 1925 o Papa Pio XI encorajou a iniciativa e o seu progresso. Em 1927, D. Manuel Vieira de Matos já podia dizer: “O Escutismo é a maior obra católica no meu país”.

2- A outra Nota evoca os quarenta anos da encíclica Populorum Progressio do Papa Paulo VI, conhecida como a encíclica da Ressurreição por trazer intencionalmente a data da Páscoa desse ano.

É um documento dedicado ao Desenvolvimento dos povos, aí definido como «o novo nome da paz». Lembra que para haver paz não basta o «crescimento» económico, o aumento do PIB de um país, mas é indispensável o desenvolvimento, um conceito que vai muito para além do simples aumento, e inclui como elemento fundamental a instrução dos cidadãos. Volvidos vinte anos sobre essa encíclica do Papa Montini, o Papa João Paulo II publicara outra encíclica a «Solicitude pelas questões sociais».

Neste ano de 2007 passam quarenta anos sobre o texto de Montini, e verifica-se plena actualidade daqueles documentos, continua a ser fundamental para a paz o desenvolvimento dos povos que hoje tem de ser acompanhado da «solidariedade» das nações por causa da globalização que torna os povos dependentes, uns dos outros.

Na última parte da sua Nota pastoral, os Bispos dirigem o olhar para o nosso país, afirmando que a pobreza já atinge 21% do país. Embora se fale da erradicação da pobreza, «os sintomas parecem apontar no sentido contrário. Pensemos nos problemas da exclusão social, no desemprego e emprego precário, na desertificação do interior, no envelhecimento da população, no isolamento dos idosos, nas deficiências do sistema de saúde, no desenraizamento dos imigrantes, entre outros. Todos eles são problemas complexos e multifacetados que requerem uma abordagem abrangente. Não podem ser equacionados apenas sob o prisma económico, esquecendo a sua componente humana, social e ética».

«O consumismo, a globalização, a deslocalização de empresas, a corrupção, o tráfico de pessoas humanas, de drogas e de influências são fenómenos que contribuem para ampliar a distância entre ricos e pobres. Basta pensar que uma escassa minoria da população é detentora da grande parte dos recursos».

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