Os cortes na saúde e a transplantação

Trabalho em transplantação (renal) desde o seu início, em Portugal, que foi em 1980. Dirijo o maior programa de transplantação renal do nosso país, no Serviço de Urologia e Transplantação dos Hospitais da Universidade de Coimbra. Já realizámos mais de 2000 transplantes renais (TR), e nos últimos três anos, atingimos a média de 150 TR por ano. Faço parte do Conselho Nacional de Transplantação, órgão consultivo do Ministério da Saúde para as questões da transplantação, desde o seu início, em 1996.

Esta introdução justifica-se para que percebam que este é um assunto que conheço bem e que não tem segredos para mim. A transplantação é uma actividade que, desde 1988, beneficia de um regime de incentivos (pagamentos monetários), criado pela então Ministra da Saúde, Leonor Beleza. Este regime contempla, não só a transplantação mas também a colheita de órgãos, já que sem órgãos não há transplantes. Naturalmente que os incentivos, traduzidos numa determinada verba que o Ministério da Saúde dá aos hospitais por cada colheita e transplante, variam com a dificuldade do transplante, sendo o mais bem pago o de fígado, e no pólo oposto, o de medula óssea que recebe o incentivo mais baixo.

Em

Artigo exclusivo PREMIUM

Tenha acesso ilimitado a todos os conteúdos do site e à edição semanal em formato digital.

-PUB-

Se já é PREMIUM, Aceda à sua conta em

ARTIGOS do mesmo autor

NOTÍCIAS QUE PODEM SER DO SEU INTERESSE

ARTIGOS DE OPINIÃO + LIDOS

Notícias Mais lidas