Domingo, 1 de Agosto de 2021
António Martinho
VISTO DO MARÃO Ex-Governador Civil, Ex-Deputado, Presidente da Assembleia da Freguesia de Vila Real. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Os ingleses e o Douro

Há poucos dias, por iniciativa da LADPM e com a colaboração da UTAD, agora que os confinamentos nos mostraram as virtualidades do digital e nos empurraram para a sua utilização mais frequente, aconteceu um Webinar com o tema “O Futuro do Douro”.

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Porque acontece às quintas-feiras, foi-lhe atribuído o nome genérico, mas ilustrativo “Às Quintas no Douro”. O painel integrava pessoas que pensam o Douro, com incidência especial na História, Gaspar Martins Pereira – Universidade do Porto, na Cultura, Orlando de Sousa e Teresa Albuquerque, respetivamente, Rede de Museus do Douro e Casa de Mateus, e no Turismo, Luís Pedro Martins – Turismo do Porto e Norte, para além de António Luiz Filipe, da Liga. Aqui se incluem quatro dos recursos que podem impulsionar o desenvolvimento do Douro: Paisagem, Cultura, Turismo, todas com uma incidência especial na produção de vinho, do Porto e do Douro. A História aí está para o evidenciar.

Pois, a certa altura, foi referido o papel dos ingleses no desenvolvimento do comércio do vinho e da cultura da vinha, sobretudo a partir do Tratado de Methuen, no início do séc. XVIII. Mas o professor Gaspar Martins Pereira lembrou também o papel de outros povos na construção recente do Douro. Desde logo, os galegos e os flamengos. Sabe-se da importância de um conjunto de empresas de famílias inglesas na produção e comércio dos vinhos da região. Reconhece-se o esforço que algumas fizeram na diversificação da sua atividade, com investimentos na área do turismo, em Gaia e, mais recentemente, no Douro, da hotelaria ao enoturismo, com unidades de excelência. Merece uma nota muito positiva a forma como algumas dessas empresas se prepararam para o Brexit. 

Claro que também no Douro se faz sentir a opção do Governo inglês ter excluído Portugal continental dos destinos livres de quarentena aquando do regresso de férias. Assim se compreende a reação de Sophia Bergqvist, da Quinta de La Rosa. O mercado inglês, em 2019, em dados da Douro Azul, foi o segundo na procura dos cruzeiros em barco-hotel, a seguir aos EUA e antes da Alemanha. Na minha experiência numa pequena unidade de Agroturismo, no ano passado, a maioria dos nossos hóspedes estrangeiros veio de França e de Espanha. Ora, no DN de sábado, dia 4 de julho, um colunista sugeria que se procurassem outros mercados. Aqui fica a sugestão, também relativa ao Douro, para os que têm por missão fazer a nossa promoção externa. 

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