Segunda-feira, 4 de Julho de 2022
Barroso da Fonte
Barroso da Fonte
Escritor e Jornalista. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Os livros que nos reaproximam

Corre por aí a ideia de que as novas tecnologias, vieram para ficar e que, tal fenómeno está a esvaziar as livrarias e a fazer com que as novas gerações percam o interesse pela leitura.

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Como editor sei que, até há poucos anos, as gráficas não aceitavam tiragens inferiores a 500 exemplares. Precisamente para terem algum lucro, já que, antes de afinar as rotativas, deitam folhas e folhas para o lixo, por cada rotação que mostre imperfeições. E não apenas essas páginas. São as tintas, a mão-de-obra, a energia e o tempo… Bruscamente chegaram as edições digitais que substituem a edição offset. Os livros são impressos em máquinas mais pequenas, muito mais populares, por mais acessíveis. Com consumíveis em doses mais exíguas e, aquilo que nas grandes rotativas implicava dois ou mais técnicos, nas individuais, um só executa as tarefas  indispensáveis ao livro. Obviamente as edições digitais compensam em tiragens reduzidas,

 Esta prática também já está viciada. Nas últimas décadas têm-se descoberto fraudes em todos os níveis do ensino. A começar pelos políticos. Alguns elaboram currículos teóricos, juntam papéis forjados, cartas, dedicatórias, elogios alheios adaptados, põem-lhe capas folclóricas e servem de portefólio para este e para aquele. Oficializou-se para as novas oportunidades, para a obtenção de graus primários, secundários e até superiores. 

É uma lástima epidémica esta corrupção mental que grassa em todas as camadas, sempre em nome do poder democrático que virou ditadura cancerosa, com grão-mestres da  mais feroz maçonaria. É de bradar aos céus a epidemia intelectual que aterrou na sociedade portuguesa e nos leva para onde o vento sopra. Basta ter presente o caso do BPN que nos dizem ser o caso mais volumoso na vida social e política. Cerca de sete anos depois, a entreter a justiça e a entupir os tribunais, dão 14 anos de pena, sabendo já que vai haver recurso e que Oliveira e Costa, daqui a outros tantos anos, volta de férias, com guarda-costas, a protegê-lo dos lesados, talvez para que vá descansar porque um idoso tem direito a morrer em paz.

Iniciei esta crónica a falar de livros que me chegam de mãos amigas. Desta vez pensei  falar de um trabalho monográfico  sobre a Capela de S. Brás, em Vila Real, do Juiz conselheiro Gonçalo Xavier Silvano que nasceu em Abaças. Das Historias da Breca, do Cor. Dias Vieira que justamente foi o aluno distinguido este ano, dia 20 de Maio, pela AAASVila Real. “Do Aconteceu”, do Constantinense José Augusto da Silva Vieira, que foi docente do ensino público e co-autor de manuais escolares de grande qualidade. “Do Quase finado”, do Torguiano Bernardino Henriques, prosador firmado e poeta em ascensão. Fica o registo de quatro obras para quatro autores Transmontanos, todos de peso. Parabéns a todos.
 

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