Dou-me a pensar neste povo e cai- -me a dúvida num lamaçal de paradoxos. Olho-o de perto, fito-o com avidez e não encontro razão que me descanse. A verdade é demasiado terrível para que me conforme. Contudo, aquilo que para mim soa a tragédia, parece ser melodia de sereia aos ouvidos da tal multidão que, diariamente, pega num volante e se faz à estrada. Depois, é um depois pintado a carmim, sanguinário, espécie de sentença que cai sobre ela sem apelo: todos os dias, o destino há-de escolher 5 para morrerem no asfalto. É a nossa triste média, a mancha da nossa irresponsabilidade, a nódoa da nossa indisciplina, da nossa falta de respeito, do nosso
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