Terça-feira, 18 de Junho de 2024
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Eduardo Varandas
Eduardo Varandas
Arquiteto. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Os poderes ocultos em Portugal

Existem organizações em Portugal, estruturadas sob a forma de autênticos lóbis, que embora exerçam a sua influência nos órgãos de decisão do Estado de forma dissimulada, ela é mais eficiente do que parece, passando isso completamente ao lado da opinião pública.

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Este tipo de comportamento insere-se naquilo que vulgarmente é conhecido como tráfico de influências, onde campeia a promiscuidade e os interesses mais obscuros, de que tanto se tem falado ultimamente, e se verifica com maior regularidade nos serviços públicos.

Para além do lóbi partidário, que tomou de assalto vários organismos da administração pública, existem ainda os lóbis gay e da maçonaria exercendo a sua ação perniciosa na administração central, regional e local. 

Destes três o mais influente é sem dúvida o lóbi maçónico que com a sua ação tentacular consegue dominar tudo e todos, uma vez que agrega no seu seio elementos de todas as cores partidárias, profissões e credos religiosos, independentemente, do estrato social a que cada um pertence. Em suma, é uma organização transversal a toda a sociedade portuguesa.

Apesar de todo o secretismo que a rodeia, em tempos circulou na internet uma lista (nunca desmentida), de pessoas ligadas à maçonaria, com nomes bem conhecidos de figuras públicas que vem confirmar a ideia negativa, que temos, sobre tal organização.

Nos finais da Monarquia e nos primórdios da 1.ª República, existia a Carbonária, funcionando como braço armado da maçonaria cujas ações violentas, levadas a cabo por alguns dos seus membros, muito contribuíram para o derrube do regime monárquico, estando inclusive por detrás do regicídio, e foi durante os primeiros anos da jovem Republica responsável pela instabilidade governativa, provocada pela agitação social, laboral e bombista por si incentivada e praticada.

A maçonaria agora é mais suave, no entanto, as consequências negativas da sua ação nefasta, nem por isso deixam de se fazer sentir, sendo tão evidentes que só assim se compreende que alguns casos escandalosos, vindos a público, não sejam resolvidos pelas instâncias competentes. Refiro a título de exemplo o caso do Montepio, cujo principal gestor acusado e condenado por várias irregularidades cometidas, continua de pedra e cal à frente dos destinos dessa instituição mutualista, sem que nada lhe aconteça. Por detrás desta situação anda, provavelmente, mãozinha da maçonaria, conhecidas que são as suas ligações maçónicas.

Outros casos há em que certas pessoas de quem toda a gente sabe serem maçons, usarem falsas declarações e manobras ardilosas, para acusarem colegas de trabalho, que lhes fazem sombra, com o beneplácito de altos dirigentes que navegam nas mesmas águas, para as conseguirem afastar e colocar nos seus lugares os amigos e apaniguados.
Devemos ser o país da Europa com mais instituições regulatórias cujos efeitos práticos são nulos ou quase nulos, devido à teia de interesses instalados de que são protagonistas os lóbis referenciados.

Estaremos perante uma fatalidade lusitana? Estou em querer que sim. Dificilmente alguém porá cobro a esta situação, pelas razões atrás apontadas, e assim teremos de viver, infelizmente, amarrados à mediocridade e incompetência que o tal lobismo favorece e apadrinha.

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