Os políticos não se salvam

A maior responsabilidade pela situação difícil e tormentosa que alguns países da Europa atravessam – como a Grécia, Portugal, a Irlanda, a Espanha e a Itália – deve ser atribuída aos erros e às omissões, ao esbanjamento e ao descontrole da classe política desses países. Não foi nenhum terremoto ou “tsunami” devastador; nenhuma epidemia incontrolável; nenhum cataclismo ou praga bíblica que arrebentou com as finanças e levou os governos a gastar mais do que podiam.

Por detrás dos deficits sistemáticos nas contas públicas e das enormes dívidas soberanas que ameaçam a própria sobrevivência nacional estão outras causas, quase todas decorrentes dos desmandos, da irresponsabilidade e da imprudência dos governos. Não são os trabalhadores que recebem subsídio de férias e de Natal; ou os funcionários públicos que têm direito a pensão; ou os operários que se encostam ao “fundo de desemprego” e não procuram mais trabalho; ou os empresários que se valem do crédito subsidiado – e assim por diante, aqueles que devem ser chamados a capítulo. Esses, quando muito, fizeram pressões sobre os sindicatos ou valeram-se das regalias que lhes eram asseguradas pela lei e pelo leniência da administração. Mas

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