Sábado, 16 de Outubro de 2021

Os quadros e os mitos ou os mitos dos quadros

Em Portugal existiu sempre uma áurea ligada aos quadros empresariais. Então se tiver o adjectivo superior colado, fica tudo dito. Tirar o cursozinho, ser doutor foi tradicionalmente o ponto de chegada de muitas famílias portuguesas, o que ainda, incompreensivelmente, se mantém nos nossos conturbados dias. Daí até aos quadros é um pequeno passo. Ouvi mesmo há tempos um suposto quadro exibir, perante as câmaras de televisão um adrede e inolvidável pedantismo, ao sugerir que os elevados ordenados dos quadros superiores têm uma explicação simplista, a qual se liga à suposta exiguidade dos mesmos.

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Nesta linha de sentido, o Governo, compaginado envergonhadamente com o Partido Social-Democrata, decidiu abrir uma obscena excepção aos cortes salariais previstos no âmbito da execução do Orçamento Geral do Estado. As excepções são alguns quadros de algumas empresas públicas, os quais vendo-se assim tão desprotegidos nos seus 10% de corte salarial, poderiam mudar-se para uma empresa privada. Lembrei-me logo de alguns destes quadros como Armando Vara, Rui Pedro Soares, Mira Amaral, Ferreira do Amaral, ou outras centenas de nomes que, durante décadas de política neoliberal, ora a cargo do PSD, ora por interposto Partido Socialista, têm feito do Estado (directa ou indirectamente, seja através da administração governamental, das câmaras municipais, das empresas públicas, das fundações

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