Agostinho Chaves
Agostinho Chaves
Trata o jornalismo por tu. Colabora com a VTM há mais de 25 anos. Foi Diretor entre 2014 e 2019. Passou por meios de comunicação nacionais, como o Comércio do Porto e a Rádio Renascença.

Os tártaros de 1944

Afinal, o Festival Eurovisão da Canção ainda mexe. Julgava-se que estava moribundo, Portugal até desistiu de participar nele e eis que, na edição deste ano, uma canção originária da Ucrânia venceu o certame na Suécia, deixando a Rússia em estado de nervos.

Durante alguns anos de apagamento, começaram os compositores e os intérpretes a perceber que a única forma de chamar a atenção para as suas canções seria envolvê-las em escandaleiras, maluquices, anormalidades. Dentro desse pressuposto, houve um país, este ano, que propôs que o seu representante atuasse nu e com um lobo a fazer-lhe companhia no palco. Antes disso, já aconteceram coisas do arco-da-velha, envolvendo transsexuais ou cantoras de barba.

Há tempos se dizia que o festival não permitia a inclusão de canções de conteúdo político ou que as letras se referissem a assuntos que envolvessem países terceiros. No entanto, este ano, a canção ucraniana não poderia ser mais explícita: o tema da canção refere-se a 200

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