Quinta-feira, 7 de Julho de 2022

Padre Moreira eternizado em Memorial

Um marcante ícone, a inaugurar no dia 30 de Setembro, em Fortunho, assinalará, para a posteridade, a vida e a obra do Padre José Afonso Moreira, Missionário natural desta aldeia que se dedicou à evangelização, em Angola, cujo desaparecimento, em circunstâncias trágicas, ocorreu a 8 de Fevereiro do ano passado, na Missão do Bailundo. O […]

Um marcante ícone, a inaugurar no dia 30 de Setembro, em Fortunho, assinalará, para a posteridade, a vida e a obra do Padre José Afonso Moreira, Missionário natural desta aldeia que se dedicou à evangelização, em Angola, cujo desaparecimento, em circunstâncias trágicas, ocorreu a 8 de Fevereiro do ano passado, na Missão do Bailundo.

O Memorial, da autoria da pintora Gracinda Marques e do arquitecto Belém Lima, vem enriquecer o largo da capela, em Fortunho, e patenteia, em quadros alusivos, a vida deste sacerdote que construiu um legado civilizacional de impressionante dimensão, nas condições mais adversas, no planalto central de Angola.

A esta inauguração estão associados movimentos cívicos e religiosos, contando-se, entre as muitas individualidades, com a presença dos Bispos de Vila Real e Bragança, do Arcebispo do Huambo e dos mais destacados responsáveis da Congregação do Espírito Santo.

A Sessão Solene evocativa da memória deste ilustre sacerdote está marcada para as 15 horas, decorrendo no largo da capela, defronte da casa onde nasceu, iniciando-se com a celebração da Eucaristia.

Jean-Paul Hoch, Superior Geral da Congregação do Espírito Santo, enalteceu a sua obra, destacando-o como uma das personalidades marcantes, em África.

“O Padre Afonso Moreira não escreveu livros, mas tem uma vida, vivida em circunstâncias terríveis e tem uma eloquente mensagem que, sem ser escrita em letras, foi sendo gravada em momentos de muita angústia, de muito sentimento de impotência, perante o inevitável. Chegou a desabafar que os olhos não choram, porque, há muito, as lágrimas secaram, mas o coração sangra”.

Na sua morte, tragicamente violenta, todo ele sangrou, escrevendo, com o seu martírio, o derradeiro testamento que a todos legou e que, enchendo-nos de consternação, nos faz vergar, perante a grandeza e o testemunho inspirador de alguém que, sem reservas, tudo deu à Missão”.

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