Marcelino dos Santos, pai de um aluno de seis anos do Jardim-de-Infância da Fraga da Almotolia, apresentou, no dia 22, na Câmara Municipal de Vila Real, uma queixa por agressão contra uma funcionária contratada para apoiar o serviço de refeições naquele estabelecimento de ensino.
Segundo o encarregado de educação, tudo aconteceu no dia 16, quando este terá sido, alegadamente, agredido no pescoço pela funcionária, que o queria obrigar a lavar as mãos. “Fui buscá-lo à escola para o levar a uma consulta. Vi logo as marcas e perguntei quem tinha sido. Ele disse-me logo que foi a funcionária”, explicou o pai da criança, referindo inclusivamente o nome da pessoa em causa, identificação que não publicaremos até que seja concluído o processo e confirmadas as acusações.
O passo seguinte, explicou Marcelino dos Santos, foi ir à Câmara pedir explicações e responsabilidades sobre a funcionária, que sempre negou as agressões.
“O responsável pelas refeições disse que ia averiguar”, sublinhou o encarregado de educação, referindo que, uns dias depois, veio a notícia de que a dita funcionária seria transferida para a escola de Vila Seca, ficando a funcionária daquela escola vizinha destacada então para Fraga da Almotolia.
A mudança durou apenas um dia, uma vez que “os pais de Vila Seca quiseram saber o porquê da transferência, e a Câmara não quis contar a verdade”, recorda o pai.
Com o regresso da acusada, Marcelino dos Santos voltou a interpelar a Câmara que revelou que “não a podia despedir por não ter substituta, e que a solução seria as crianças ficarem sem almoço”. E ficaram mesmo, pelo menos na terça-feira. “Já temos a garantia que vão voltar a dar o almoço, mas é só porque a professora abdicou de duas horas da auxiliar, para que essa possa ajudar”, explicaram os pais.
Depois de apresentar uma queixa oficial, o pai da criança agredida espera agora pela conclusão do inquérito, sendo de referir que durante o processo, a funcionária foi já transferida para outra escola do concelho.
Recordando outros episódios, como queixas do filho por arranhões, puxões de orelha e até por lhe “ter tirado do prato uma perna de frango”, Marcelino dos Santos não vai admitir o regresso da funcionária mas exige também que seja encontrada uma solução para o problema.
“São duas funcionárias. Uma delas, os miúdos até a tratam por avó, à outra (acusada) é só coisas destas”, lamentou outra mãe.
O Nosso Jornal tentou entrar em contacto com a vereadora da Câmara Municipal de Vila Real responsável pelo pelouro da educação, que, por intermédio do gabinete de comunicação e imagem da autarquia, explicou que não vai prestar quaisquer declarações até que seja concluído o inquérito.


