InícioMondim de BastoPais em protesto por causa do frio e chuva dentro das salas de aula

Pais em protesto por causa do frio e chuva dentro das salas de aula

Um ano depois de terem realizado um protesto que juntou alunos e encarregados de educação, a situação continua por resolver e as promessas por cumprir

Pais e encarregados de educação levantaram as vozes em protesto em defesa de uma escola digna e com condições, na segunda-feira, logo pela manhã, no portão da Escola EB2,3 e Secundária de Mondim de Basto.

Cerca de três dezenas de pessoas levantaram cartazes, panfletos onde se podia ler “não à chuva e ao frio nas salas de aulas”, “os alunos, professores e funcionários merecem uma escola digna”, “do ministério da Educação exigimos uma solução”.

Em declarações aos jornalistas, Carlos Martins, presidente da Associação de Pais, disse que a situação cada vez se tem degradado mais e por isso exige condições ao ministério da Educação. “Só quem trabalha aqui, só quem tem aulas aqui é que consegue perceber a gravidade da situação. Estamos a falar da maioria das salas do piso superior de três blocos onde chove lá dentro. Três delas já estão fechadas há um ano. Não é fácil trabalhar nem estar a estudar nestas condições”.

Além destas três salas fechadas, há mais nove em que as janelas têm que estar abertas para que a água que cai dentro das salas de aula seja escoada através de plásticos pretos para o exterior, como é visível da parte de fora do edifício.

Estela Soares, mãe de uma aluna, sublinhou que “não há condições para estudar porque é muito frio, chove lá dentro, não há conforto e as crianças não conseguem estudar porque não se conseguem concentrar”.

Também António José Pinto, pai de uma estudante que frequenta este estabelecimento de ensino, está muito preocupado com a situação, que se tem vindo a degradar ao longo do tempo. “Isto já acontece há vários anos. Quando chove, a minha filha vê a chuva a cair mesmo ao lado dela. Na sala há um balde grande, onde cai a chuva constantemente”.

Já há um ano houve um protesto, que juntou a comunidade escolar, a exigir obras urgentes, mas até agora nada foi feito nesta escola que foi fundada há 30 anos e que apenas sofreu obras no ano 2000, altura em que foi construído um novo pavilhão.

A diretora da escola de Mondim de Basto, Laura Ínsua, reconhece o problema e refere que os prazos inicialmente dados pela Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE) foram alterados e depois seguiu-se o silêncio. Aquando da manifestação do ano passado, esteve na escola uma equipa da DGEstE e prometeu realizar obras “para o final do ano, depois no início de 2015, mas até agora nada foi feito”, sublinhou a diretora do estabelecimento de ensino, onde estudam cerca de 620 alunos.

Segundo a Direção Regional de Educação do Norte está prevista uma candidatura a fundos comunitários para a realização das obras, mas ainda nada está calendarizado.

Já o presidente da autarquia, Humberto Cerqueira, mostra-se solidário com os “protestos legítimos” da comunidade escolar numa situação que se arrasta devido “à inércia do Ministério da Educação”. Além disso, o autarca adiantou que existe uma verba de 2500 milhões euros mapeados na Comunidade Intermunicipal do Ave que “supostamente serão para investir em escolas”, mas “estamos a aguardar que o Estado reúna com os municípios e diga quem vai suportar os 15 por cento da comparticipação nacional necessária nestes investimentos”.

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