A actual União de Estados soberanos, regidos por democracias sedeadas na Europa, concretiza uma aspiração antiquíssima dos próprios povos europeus – juntar num sentimento comum pessoas de diversas ascendências, com raízes históricas vincadas em mais de três mil anos de diferenças distintivas, com um passado de relacionamento complexo e onde persistem reminiscências de conquistas, de percepções de despojamento, de destruição.
Os fantasmas da Europa Única começam nesta expressão lacónica – a Europa não é homogénea nem pode ser homogeneizante. Observando os legados mais significativos destas gentes milenares para o remanescente humano, constatámos que foi em momentos de afirmação de diferenças, de estímulos poderosos de afirmação das diferenças, de uma tensão evolutiva das ideias, dos ideais,
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