Para onde caminha esta Europa?

Na semana passada fui a Bruxelas e estive nas instituições europeias, num dos momentos mais decisivos para o futuro da Europa. De facto, quinta-feira à noite, decidiu-se, na capital belga, a escolha do novo presidente da União Europeia e da sua chefe da diplomacia, dando cumprimento ao estabelecido no Tratado de Lisboa.

Antes de abordar esta questão, não posso no entanto deixar de mencionar que desta vez visitei o Parlamento Europeu a convite do Bloco de Esquerda.

Cada um dos deputados europeus tem direito a convidar 100 pessoas por ano, do seu país, a visitarem e conhecerem as diversas instituições europeias. Infelizmente alguns dos partidos portugueses teimam em levar, diversas vezes, os membros das suas famílias a efectuarem estas visitas – o que não os dignifica, nem a eles, nem às instituições que representam.

O Bloco de Esquerda, que até este ano, tinha apenas como representante o deputado Miguel Portas utilizou, durante o mandato anterior, as suas viagens para convidar alunos das escolas secundárias portuguesas para essas visitas –

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