Na segunda-feira, a estrutura concelhia socialista deu a conhecer aos jornalistas aquilo que designou como “parques insólitos infantis do concelho de Vila Real”. Com recurso a algumas fotografias, o líder da concelhia do PS de Vila Real, Francisco Rocha, denunciou e fundamentou as suas críticas quanto “à construção de cinco parques infantis no meio do monte, com churrasqueiras, sem acessos condignos, ausência de pontos de água e sanitários e ainda sem condições de segurança, destinados a crianças dos 3 aos 12 anos”. “É invulgar o que sucede. Estamos a apontar parques construídos no meio do nada, sem nenhumas regras de segurança básica e que violam a atual legislação neste tipo de equipamentos de recreio. Um facto insólito foi a construção de churrasqueiras próximas da floresta, que não nos parece muito correto”, acrescentou.
O dirigente afirmou que os parques indicam nas suas placas o respetivo licenciamento, no entanto, Francisco Rocha pôs em causa o processo e mesmo a atuação ou não da ASAE, que é a entidade fiscalizadora. “Das duas uma, ou não visitou o local, ou então desconhecia o local sobre o qual estava a emitir o parecer”.
Pisos em pedra, parques não acabados, localização desadequada e distante das zonas populacionais, silvados próximos, falta de tapetes de proteção, foram outras das acusações deixadas pelos socialistas.
Perante esta situação que diz ser “gravíssima” num enquadramento de interesse público, o PS quer apurar responsabilidades sobre o projeto que no seu total ronda os 80 mil euros. “Quem projetou, fiscalizou, licenciou e quem vai assumir a eventual ocorrência de um acidente ou incêndio florestal?”, questionou Francisco Rocha.
O dirigente socialista sublinhou ainda que já foram pedidas explicações à Câmara de Vila Real, mas disseram-lhe que “o técnico responsável não estava, logo não podiam avançar com pormenores”.
Os cinco parques infantis estão localizados nas freguesias de Campeã, Lordelo, Adoufe, Mouçós, S. Tomé do Castelo, junto à estação arruinada de Samardã da antiga linha do Corgo.
O Nosso Jornal contactou a Câmara de Vila Real para reagir a este assunto, mas até ao fecho desta edição não foi possível obter qualquer explicação.



