Sexta-feira, 1 de Julho de 2022

Páscoa: Ressurreição e Vida

A Páscoa é o encanto e o fulgor da Primavera. O Génesis e o ressurgimento da Natureza são capítulos da verdade universal e irreversível: a Ressurreição que é alma mater da vida, sempre jovem, por todos os séculos dos séculos. Ao festejar a Páscoa vêm-me à mente as palavras de Cristo a Marta, quando esta […]

A Páscoa é o encanto e o fulgor da Primavera. O Génesis e o ressurgimento da Natureza são capítulos da verdade universal e irreversível: a Ressurreição que é alma mater da vida, sempre jovem, por todos os séculos dos séculos.

Ao festejar a Páscoa vêm-me à mente as palavras de Cristo a Marta, quando esta chorava a morte do seu irmão Lázaro: «Eu sou a Ressurreição e a Vida».

A Ressurreição e a vida estão intimamente ligadas. A Páscoa é um acontecimento presente, embora sempre penetrado de transcendência e de inacessibilidade. Nós, Cristãos, acreditamos que a ressurreição de Cristo continua na história pessoal de uma multidão de homens e na história da totalidade da Humanidade.

Cristo continua a ressuscitar em todo o coração que O recebe como Salvador: em quem vence o egoísmo e ultrapassa a materialidade das coisas, em quem se solidariza com os injustiçados e por todos quantos vivem na agonia pela perda dos seus direitos de cidadania que lhes garantia o pão de cada dia.

A Páscoa de hoje continua no percurso da história da sociedade e apesar dos ataques que ultimamente tem sofrido a Igreja. Ela resplandecerá, até à consumação dos séculos. Com a celebração da Páscoa, não deixo de recordar as Páscoas que vivi, na minha aldeia duriense. Segundo os pensadores Mannhardt e Frazer, o homem conserva, mesmo inconscientemente, os hábitos do passado. Por essa razão, eu continuo a reviver, com dorida saudade, os dias de Páscoa de então, onde todo um povo vibrava de alegria, ao repicar dos sinos em aleluias e no acompanhamento das cerimónias pascais.

Nesta hora conturbada em que vivemos e que ameaça o descalabro da sociedade, em todas as vertentes, seria bom que se recordasse o drama sangrento do Gólgota Daquele que se deixou crucificar, pela salvação do mundo. A promessa de Cristo ressuscitado: – «Estarei convosco, todos os dias, até à consumação dos séculos», dá-nos ânimo para levar a nossa caminhada, até chegar a Deus.

Embalemos os nossos corações, na esperança e alegria da Ressurreição, e procuremos viver, santamente, esta Páscoa de 2007.

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