InícioAlijóPassageiros obrigados a atravessar linha

Passageiros obrigados a atravessar linha

Na estação do Pinhão, os utentes dos comboios e a Junta de Freguesia local estão descontentes com o posicionamento da linha que serve a gare. Os passageiros têm de atravessar uma outra linha que está mesmo junto à estação. Situação que já provocou pequenos acidentes, com os utentes a sofrerem algumas quedas na ânsia de apanhar o comboio

Quando se fala da necessidade de valorização do transporte ferroviário de forma a que este capte mais passageiros, o certo é que continua a acontecer o contrário, ou seja, são os utentes que têm de se adequar ao que lhes é oferecido. Um exemplo é o que se passa na estação do Pinhão, com o posicionamento das linhas. O presidente da Junta de Freguesia do Pinhão, Pedro Perry, manifestou, ao Nosso Jornal, a sua revolta. “A estação do Pinhão está a falhar numa coisa básica já que a linha mais afastada da gare é que serve os passageiros. O mais lógico seria chegar à estação e ter o comboio o mais perto possível da zona da gare. Mas, aqui, no Pinhão, acontece o contrário. Estupidamente, alguém se lembrou de obrigar os passageiros a atravessar uma linha para estar no cais certo para apanhar o comboio, quando a outra linha nem sequer está a ser utilizada”.

No local, devido a este desenquadramento, por vezes, as pessoas acabam por cair pelo simples facto de terem de atravessar a linha para apanhar o comboio. Segundo Pedro Perry, a justificação que lhe deram tem a ver com a existência da chamada linha directa. “Uma opção tomada em casos em que não existe pessoal de manobras na estação”. No entanto, o edil não compreende esta opção da CP, sabendo que a linha atravessa um território classificado pela UNESCO. “Todos anos notamos um desinvestimento por parte da CP/REFER, essencialmente no transporte de pessoas. O Pinhão e a Região do Douro mereceriam mais atenção”.

O presidente da Junta aproveitou para elogiar o investimento do grupo Amorim na estação. “Se não fosse a Quinta Nova, através da Luísa Amorim, e o investimento na Wine House nos museus, a estação estaria sem a atractividade que tem hoje”, concluiu.

-PUB-


APOIE O NOSSO TRABALHO.
APOIE O JORNALISMO DE PROXIMIDADE.

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo regional e de proximidade. O acesso à maioria das notícias da VTM (ainda) é livre, mas não é gratuito, o jornalismo custa dinheiro e exige investimento. Esta contribuição é uma forma de apoiar de forma direta A Voz de Trás-os-Montes e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente e de proximidade, mas não só. É continuar a informar apesar de todas as contingências, nunca paramos um único dia.

Contribua com um donativo!

VÍDEO

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Mais lidas

PRÉMIO