Na aldeia de Parada de Aguiar, concelho de Vila Pouca de Aguiar, Agostinho Monteiro, de 83 anos, e o seu filho, António Monteiro, de 55, não fazem outra vida senão a de pastor, onde o trabalho parece nunca mais ter fim.
“É uma vida difícil, sabe Deus como. Quando ando pelos montes penso em muitas coisas, uma delas é que não é qualquer um que quer ser pastor. Somos solitários e só podemos conversar com os animais”, contou Agostinho Monteiro, enquanto mostrava, com carinho, as mais de cento e trinta ovelhas e cabras que tem no seu curral, situado num recinto relativamente perto da sua moradia.
Tinha quase oito anos quando começou a correr atrás das
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