Sábado, 16 de Outubro de 2021

Pátria e partidarite

Venho dum tempo e duma gente que tinha por divisa esta norma: Mãe é Mãe, Bandeira é Bandeira, Hino é Hino. Com esta postura queríamos significar que a Pátria não se discutia nem se atirava para o último lugar das nossas preocupações. Sobre isto ficámos democratas antes do 25 de Abril de 1974 e encarámos os partidos como agrupamentos ideológicos em que nunca nos seria pedido, muito menos exigido, que Portugal devesse ser sacrificado aos interesses mais ou menos bastardos da política. A referência do que nunca devia ser feito ou aceite era o que se tinha passado na 1ª República, essa cujos 100 anos a RTP festeja com apontamentos vários e extremamente úteis a quem não queira perder a memória nem a vergonha. Para nós, era ponto assente que nunca mais se devia repetir essa lição de crime, intolerância e estupidez.

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Não nos enganámos quanto aos valores em que fomos criados, mas enganámo-nos redondamente quanto à não repetição. A República que se lhe seguiu cometeu a pouca inteligência de manter uma ditadura intolerante, que ia do Minho a Timor, com os resultados sangrentos que todos conhecemos. A chamada direita foi esse abcesso, enquanto a chamada esquerda se ia anquilosando passivamente. Abertura de espírito, nenhuma.

A ditadura caiu de podre sem que alguém arriscasse sequer uma unha por ela, ao fim de quase 50 anos de atraso e mau passadio que engrossou a emigração. Tomou o poder uma Junta Militar que entronizou como presidente da República o general Spínola, um homem da direita, que combateu ao lado

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