Quarta-feira, 20 de Outubro de 2021
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Pavilhão Desportivo só em 2011

No final do mês de Julho, Manuel Martins deixou, ao Nosso Jornal, a garantia de que em Outubro os vila-realenses iriam assistir finalmente ao ‘cortar da fita’ do Pavilhão Desportivo. Findo esse prazo, surge agora informação de que, afinal, a nova infra- -estrutura só estará terminada no próximo ano. Resta saber se o atraso na entrega da obra vai condicionar o início da construção do tão ambicionado terminal rodoviário, que estaria agendado para o início do próximo ano.

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Fonte da Câmara Municipal de Vila Real já confirmou publicamente que as portas do futuro Pavilhão Desportivo, incluído no projecto do Complexo do Seixo, vão ser abertas apenas em 2011.

Apesar de até à hora de fecho desta edição do Nosso Jornal não ter sido possível entrar em contacto com os vereadores Miguel Esteves, responsável pelo pelouro do urbanismo, e Domingos Madeira Pinto, que tutela a pasta do desporto, a verdade é que, ao contrário do que foi avançado pelo autarca Manuel Martins no final do mês de Julho, o edifício não foi inaugurado em Outubro e ainda não há indicação de um novo prazo.

Em declarações a outro órgão de comunicação social local, Miguel Esteves explicou que “é preferível inaugurá-lo mais tarde, já com tudo pronto, do que apressar a sua abertura”, correndo-se assim o risco da obra ser entregue sem as devidas condições.

Com a conclusão do Pavilhão, antes prevista para o último mês, a autarquia antevia que o próximo passo, o arranque da empreitada de construção da Central de Transportes, a nascer junto da nova infra-estrutura desportiva, fosse dado ainda antes do final do ano. Com o atraso temporal da inauguração da infra-estrutura que está agora praticamente concluída, irá atrasar-se o início das obras da Central? Uma questão que ainda não nos foi possível esclarecer junto do município.

Em Julho, Manuel Martins deixou a garantia de que já há “financiamento aprovado para a construção da Central de Transportes”, portanto a segunda fase das obras do Complexo do Seixo, que vai contar ainda com um estacionamento subterrâneo e vai custar à edilidade 4,8 milhões de euros.

Apesar de apoiado por fundos comunitários, devido a atrasos na transferência das verbas do Quadro de Referência Nacional Estratégica, o pavilhão tem sido construído às custas da Câmara.

Iniciado em Janeiro do ano passado, o pavilhão é uma infra-estrutura desportiva pensada para receber competições desportivas de nível nacional e mesmo internacional, com capacidade para 1500 lugares sentados, vários campos de jogos, balneários, ginásio e bar, mas também um parque de estacionamento subterrâneo com dois pisos para mais de uma centena de viaturas.

Para o futuro terminal rodoviário, o projecto prevê um “cais coberto”, com capacidade para 10 autocarros, uma pequena zona comercial e uma praça de táxis.

No seio das obras do Complexo do Seixo estão ainda a ser reestruturas as artérias de circulação automóvel daquela zona da cidade, prevendo-se a duplicação de vias no troço da avenida Cidade de Ourense (ficando uma reservada exclusivamente para a circulação de autocarros) e a construção de uma rotunda na confluência entre aquela avenida e a rua D. Pedro de Castro.

O projecto arrastou-se durante vários anos devido a “um imbróglio jurídico” entre a autarquia e os proprietários dos terrenos, uma situação que ficou resolvida, em Outubro de 2008, depois de ter recaído sobre a Câmara Municipal de Vila Real o pagamento de uma indemnização de dois milhões de euros à empresa Trigere – Gestão Imobiliária, Lda, pela anulação do contrato de venda dos terrenos em causa.

“Após várias e demoradas negociações, que se arrastam por mais de 15 anos, o processo, que envolveu um pedido de anulação da venda dos referidos terrenos, com base no facto de se terem alterado as circunstâncias em que o negócio foi celebrado, por alteração do Plano Director Municipal de Vila Real, chegou a bom porto”, explicou a Câmara Municipal num comunicado divulgado na altura da resolução do contencioso judicial.

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