A Direcção da Organização Regional de Vila Real (DORVIR) do Partido Comunista Português (PCP) apelou, no dia 15, à população do distrito para que participe na manifestação agendada pela CGTP-IN para o dia o próximo sábado, dia 19, em Lisboa.
“Já estamos a assistir a uma onda de revolta não só da Geração à Rasca mas de todos os trabalhadores”, sublinhou António Serafim, membro da DORVIR e coordenador da União de Sindicatos de Vila Real, adiantando que as expectativas são de mobilizar entre três a cinco autocarros do distrito até à capital do país para o protesto contra aquela que é a “maior ofensiva” aos trabalhadores e ao Estado Social.
Enumerando números do aumento do custo de vida, dos cortes sociais, do desemprego, e outros, o mesmo responsável político defendeu a participação nos protestos, pese embora o distrito “não tenha grande tradição de participação nas lutas”.
O “Dia de Protesto e Indignação” coincide com a comemoração do Dia do Pai, por isso “esperamos que pais e filhos se unam” e participem, propôs o comunista.
António Serafim é também o representante no distrito da Comissão de Utentes contra as portagens na A23, A24 e A25, um movimento que apresentou ao início da tarde de ontem, em conferência de imprensa realizada na Guarda, o conjunto de actividades previstas nos protestos contra a cobrança de portagens nas SCUT, marcado para o dia oito, e que vai envolver os vários distritos afectados pela medida governamental que entrará em vigor já no dia 15 do próximo mês.
Até à hora de fecho desta edição do Nosso Jornal não foi possível obter mais informações sobre as acções agendadas pela comissão de utentes, no entanto, o representante da organização no distrito adiantou que, em Vila Real, a concertação para a marcha lenta deverá ter início na Zona Industrial, esperando-se a participação de toda a população, mas também de veículos pesados.
De recordar que, a Comissão de Utentes contra as portagens tem levado a efeito uma petição que já conta com mais de 40 mil assinaturas e que deverá ser apresentada à Assembleia da República no próximo dia 22.
“O princípio do utilizador/pagador não deve ser linear. Não foram tidas em conta, com honestidade, as consequências que as portagens terão para o interior”, sublinhou António Serafim, deixando também o apelo à população para que assine a petição (através do site www.contraportagens.net) e que participe no protesto do dia oito de Abril.
O mesmo responsável ainda deixou ainda o recado para os autarcas da região que, apesar de se assumirem publicamente contra as portagens, pouco têm feito para mobilizar a população para a luta.
“É triste como os dois grandes partidos políticos enjeitam as responsabilidades um para o outro”; lamenta Manuel Cunha, da DORVIR, classificando a actuação do PS e do PSD como “uma falta de dignidade e de respeito” para com as populações.
Mais, o comunista explica que o discurso do “combate ao fosso entre as regiões do interior e do litoral, do combate às desigualdades”, foi esquecido, bem como os planos de contingência para o interior.
Manuel Cunha acredita que as medidas levadas a cabo pelo Governo de José Sócrates poderão levar a região à “catástrofe social”.





