Quarta-feira, 20 de Outubro de 2021
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PCP fala em “catástrofe social” e apela à participação nos protestos nacionais

Os comunistas deixam uma proposta para um Dia do Pai: a participação de pais e filhos na luta contra a ofensiva aos trabalhadores, marcada para Lisboa. O PCP relembra também as acções de protesto contra a introdução de portagens nas SCUT, agendadas para o dia oito de Abril, e que também deverão mobilizar os vila-realenses.

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A Direcção da Organização Regional de Vila Real (DORVIR) do Partido Comunista Português (PCP) apelou, no dia 15, à população do distrito para que participe na manifestação agendada pela CGTP-IN para o dia o próximo sábado, dia 19, em Lisboa.

“Já estamos a assistir a uma onda de revolta não só da Geração à Rasca mas de todos os trabalhadores”, sublinhou António Serafim, membro da DORVIR e coordenador da União de Sindicatos de Vila Real, adiantando que as expectativas são de mobilizar entre três a cinco autocarros do distrito até à capital do país para o protesto contra aquela que é a “maior ofensiva” aos trabalhadores e ao Estado Social.

Enumerando números do aumento do custo de vida, dos cortes sociais, do desemprego, e outros, o mesmo responsável político defendeu a participação nos protestos, pese embora o distrito “não tenha grande tradição de participação nas lutas”.

O “Dia de Protesto e Indignação” coincide com a comemoração do Dia do Pai, por isso “esperamos que pais e filhos se unam” e participem, propôs o comunista.

António Serafim é também o representante no distrito da Comissão de Utentes contra as portagens na A23, A24 e A25, um movimento que apresentou ao início da tarde de ontem, em conferência de imprensa realizada na Guarda, o conjunto de actividades previstas nos protestos contra a cobrança de portagens nas SCUT, marcado para o dia oito, e que vai envolver os vários distritos afectados pela medida governamental que entrará em vigor já no dia 15 do próximo mês.

Até à hora de fecho desta edição do Nosso Jornal não foi possível obter mais informações sobre as acções agendadas pela comissão de utentes, no entanto, o representante da organização no distrito adiantou que, em Vila Real, a concertação para a marcha lenta deverá ter início na Zona Industrial, esperando-se a participação de toda a população, mas também de veículos pesados.

De recordar que, a Comissão de Utentes contra as portagens tem levado a efeito uma petição que já conta com mais de 40 mil assinaturas e que deverá ser apresentada à Assembleia da República no próximo dia 22.

“O princípio do utilizador/pagador não deve ser linear. Não foram tidas em conta, com honestidade, as consequências que as portagens terão para o interior”, sublinhou António Serafim, deixando também o apelo à população para que assine a petição (através do site www.contraportagens.net) e que participe no protesto do dia oito de Abril.

O mesmo responsável ainda deixou ainda o recado para os autarcas da região que, apesar de se assumirem publicamente contra as portagens, pouco têm feito para mobilizar a população para a luta.

“É triste como os dois grandes partidos políticos enjeitam as responsabilidades um para o outro”; lamenta Manuel Cunha, da DORVIR, classificando a actuação do PS e do PSD como “uma falta de dignidade e de respeito” para com as populações.

Mais, o comunista explica que o discurso do “combate ao fosso entre as regiões do interior e do litoral, do combate às desigualdades”, foi esquecido, bem como os planos de contingência para o interior.

Manuel Cunha acredita que as medidas levadas a cabo pelo Governo de José Sócrates poderão levar a região à “catástrofe social”.

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