Domingo, 24 de Outubro de 2021
Armando Moreira
MIRADOURO Ex-presidente da Câmara Municipal de Vila Real. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Pensar positivo

Nestes dias de angústia, lembramo-nos de recordar algumas das coisas boas que o século XX nos deixou, ainda que nele se tenham vivido duas Grandes Guerras, que vitimaram muitos milhões de pessoas. Esse período do pós-guerra, não foi um período fácil. Vivemos consequências devastadoras na economia. A escassez de bens alimentares, o racionamento, salários de […]

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Nestes dias de angústia, lembramo-nos de recordar algumas das coisas boas que o século XX nos deixou, ainda que nele se tenham vivido duas Grandes Guerras, que vitimaram muitos milhões de pessoas.

Esse período do pós-guerra, não foi um período fácil. Vivemos consequências devastadoras na economia. A escassez de bens alimentares, o racionamento, salários de miséria e desemprego. Só na década de sessenta começamos a levantar a cabeça.

Se recordarmos as nossas aldeias, sem luz elétrica, sem água ao domicílio, sem esgotos, sem comunicação de qualquer espécie – o telefone era um bem escasso e a rádio, só era acessível a um pequeníssimo número de privilegiados. As opções para os jovens, quando atingiam a maioridade, era emigrar. Primeiro para as Américas, depois para o Brasil e na década de 60 para a Europa. E, não obstante, o mundo não parou. Foi por esta altura que começaram os grandes saltos científicos: a exploração do espaço, a chegada do homem à Lua, os satélites artificiais, que nos apoiam agora em tudo e mais alguma coisa. No domínio das comunicações, o avanço foi impressionante. Desde logo, a deslocação pessoal e coletiva por via terrestre. Passámos dos caminhos de carroças para autoestradas. Os carros de bois deram lugar a veículos de velocidades incríveis. Os transportes aéreos são hoje tão acessíveis, que ninguém pensa em viajar, que não seja por via. 

As telecomunicações, rádio, internet, avançaram com tal velocidade, que a nossa geração tem dificuldade em as acompanhar.

Se recordarmos o ensino, vemos quão rápido foi a multiplicação de universidades, de cursos superiores e até de intercâmbios – Erasmus.

A proliferação das Unidades de Saúde, a qualidade dos profissionais, os medicamentos, os transplantes de órgãos, como o coração ou o fígado e até a implantação de próteses, parece que não há mal que não tenha remédio.

Olhando para a nossa forma de viver, percebemos que a agricultura teve tantos avanços, que para alimentar toda a população mundial, hoje bastam 5 a 6 % de agricultores, contra os mais de 50% de há cinquenta anos.

Tudo tem sido tão rápido, que nem nos apercebemos das transformações. A ciência, que ocupa cada vez mais pessoas, tem produzido conhecimento que tudo parece antecipar. 

Porém, esta pandemia, até esta comunidade surpreendeu. Mas, temos a certeza, que também esta será debelada. Não é este vírus o “Rei da Natureza”. Esta distinção, apesar de todos os males que lhe temos infligido, pertence ao HOMEM, que é o único que tem a inteligência e o saber que lhe foi dado pelo Criador.

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