Num acto simbólico, os alunos de Castedo compareceram na sua escola habitual no início do ano lectivo e não no Centro Escolar de Alijó, manifestando-se contra a transferência para o novo Centro Escolar de Alijó, que foi inaugurado no mesmo dia.
Várias vozes se levantaram em defesa da escola da aldeia, entre muitas o presidente da Junta de Freguesia, Marco Rodrigues. “Contestamos a decisão do Ministério da Educação, sob proposta da Câmara Municipal de Alijó (por via da carta educativa), de encerrar a escola do Ensino Básico da freguesia. Para este ano lectivo, temos 24 alunos matriculados, um número superior ao que lei estipula (21 alunos) para o encerramento dos estabelecimentos de ensino básico”.
No alvo das críticas está a Câmara de Alijó. “Esta é uma questão política contra a freguesia de Castedo, já que fomos eleitos pelo PSD e a Câmara é PS, e por isso há represálias pelo facto de Castedo ter sido a freguesia onde o PS obteve a maior derrota nas últimas autárquicas”, acusa o edil.
De sublinhar que, os vereadores do PSD na Câmara de Alijó, presentes no protesto, argumentaram que “o fecho da escola é uma decisão que não se compreende e ninguém se esforça por explicar”.
A escola, agora encerrada, sofreu obras de remodelação em 2005, com um investimento de 150 mil euros. Apesar de várias tentativas para saber a posição da Câmara de Alijó sobre este assunto, não conseguimos qualquer resposta dos responsáveis autárquicos.
Alijó foi o município mais afectado pela vaga de encerramentos ditada pelo Ministério da Educação para o actual ano lectivo, já que, de um total de 14 escolas fechadas no distrito, cinco localizam-se naquele concelho.
Também Mesão Frio, Valpaços, Mondim de Basto, Montalegre e Santa Marta de Penaguião entraram na lista dos municípios com escolas do 1.º ciclo do Ensino Básico encerradas, sendo que, no total, a nível nacional, 297 estabelecimentos escolares despediram-se dos alunos.
Na altura da divulgação da lista, o Ministério da Educação deixou a garantia de que os encerramentos foram pensados de acordo das autarquias locais e lembrou que “os alunos destes estabelecimentos de ensino foram transferidos para centros escolares ou escolas com infra-estruturas e recursos que permitem melhores condições de ensino”.



