Porquê?

A imprensa local tem mantido uma elegante atitude no que toca às críticas gerais que têm devastado Passos Coelho e o seu Governo. Entende-se: Passos Coelho foi criado em Vila Real, tem cá família prestigiada e séria, tem amigos de infância e, para todos os efeitos, não é elegante para quem critica, nem confortável para quem é seu íntimo, escrever severidades sobre um filho da terra, ou ler acusações que não se devem desejar a ninguém. Sendo assim, e mesmo sendo conhecida a minha posição de total desacordo – e até mesmo de revolta – perante atitudes deste Governo, vou respeitar as tréguas que, estas situações, todos merecem.

Contudo, se por um lado não as quero quebrar, por outro acho que o silêncio em demasia também não é sadio. E, sobre a questão delicada de Passos Coelho, em Vila Real criado, ter assumido a chefia do Governo, se aqui críticas não vou fazer, não me inibo de lhe fazer uma pergunta. Uma só: porquê?

E o porquê do que a seguir exponho.

Aquando do estabelecimento das portagens nas autoestradas, porquê é que Trás-os–Montes foi a primeira região a vê-las portajadas? E porque é que aqui os valores por quilómetro atingiram os máximos do país?

Porque é que, depois de demonstrado, técnica e cientificamente, que a Barragem do Tua não vai produzir energia elétrica nenhuma, mas somente

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