Custa-me imenso, a mim como a tantos colegas, saber que as decisões foram tomadas por médicos a exercerem funções políticas. Refiro–me especificamente ao Despacho nº 19264/2010 de 29 de Dezembro do Secretário de Estado da Saúde, que acrescentou, pela primeira vez, o critério económico ao critério clínico, no que se refere ao transporte de doentes não urgentes, de forma impiedosa, atabalhoada e num processo que envolveu declarações com falta de honestidade intelectual.
Isto no mesmo governo que mantém dezenas de motoristas para transportarem ministros, secretários de Estado e altos dirigentes, todos eles saudáveis e com rendimentos que lhes permitiriam pagar do seu bolso esse mesmo transporte.
Este governo remete agora o critério para pagar o transporte de
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