Está prevista a criação de duas Unidades Locais de Formação (ULF) da Escola Nacional de Bombeiros para Vila Real, uma localizada na capital de distrito e outra, que deverá ficar pronta já em 2011, vai nascer em Chaves.
Alfredo Almeida, presidente da Federação Distrital de Bombeiros de Vila Real, confirmou, ao Nosso Jornal, que no dia 27 teve a confirmação de que “muito em breve” o presidente da Escola Nacional de Bombeiros vai deslocar-se ao distrito para reunir com a Federação, o Governo Civil e outras entidades para fazer o ponto da situação do processo.
“O projecto que está mais adiantado é o dos bombeiros flavienses”, explicou o presidente da federação, revelando que faltam cerca de 70 mil euros para que o sonho se torne realidade.
Alfredo Almeida revelou que vão ser feitos também esforços junto das câmaras municipais para que colaborem financeiramente para a criação das duas ULF. “Sabemos que a situação económica não é a melhor, mas a formação é que uma das principais problemáticas para as corporações de bombeiros do distrito”, referiu o dirigente federativo, lembrando que ter bombeiros com melhor formação é ter um socorro mais eficaz, ou seja, trata-se de garantir uma maior segurança às populações.
Apesar de não avançar com prazos, Alfredo Almeida acredita que até ao final do ano deverão estar reunidas as verbas para avançar com o projecto flaviense, que deverá estar concluído e pronto a funcionar durante o próximo ano.
No que diz respeito à ULF da capital de distrito, o projecto ainda está atrasado, sendo possível adiantar apenas que a estrutura de formação será gerida pelas duas corporações existentes no concelho, a Cruz Branca e a Cruz Verde.
A primeira ULF da Escola Nacional de Bombeiros de Trás-os-Montes foi inaugurada no dia 26, em Izeda, concelho do distrito de Bragança, uma estrutura que permite agora que os soldados da paz da região possam usufruir de uma formação técnica que lhes permita ascender na categoria profissional ou simplesmente actualizar conhecimentos sem terem que se deslocar para outros centros, como o da Lousã, de São João da Madeira, ou em Sintra.
Orçada em mais de 50 mil euros e construída numa área de 15 mil metros quadrados, a unidade tem todas as condições para a simulação de situações reais, faltando apenas investir na construção de uma piscina que possibilite ainda ministrar o curso de mergulho.


