Manuel Martins, presidente da Câmara Municipal de Vila Real, voltou a defender que “é tempo do Governo deixar uma palavra de conforto” às populações relativamente às obras da Linha do Corgo, mas desta feita a resposta não demorou a chegar, com Pedro Silva Pereira, ministro da Presidência, a deixar, pouco minutos depois, a garantia que o projecto é para avançar embora com uma nova calendarização.
O autarca vila-realense deixou o pedido de esclarecimento ao Governo na sessão de abertura da Conferência Internacional de Turismo, que, realizada no dia 11, foi presidida por Pedro Silva Pereira.
À margem da cerimónia, o governante respondeu, deixando a certeza de que “os projectos estão a ser reanalisados, porque os calendários têm que ser revistos em função das disponibilidades orçamentais e sobretudo das condições de financiamento”. Pedro Silva Pereira referia-se à requalificação da Linha do Corgo e ao prolongamento da Linha do Douro entre Pocinho e Barca de Alva, mas também a “todos os projectos ferroviários que, um pouco por todo o país, estão neste momento a ser objecto de uma reavaliação”.
“A situação financeira e dos mercados internacionais, que penalizam as condições de acesso ao crédito, obrigam qualquer Governo responsável a medir bem os seus passos”, lembrou o mesmo responsável político.
Apesar de reconhecer que este projecto está em ‘stand by’, Pedro Silva Pereira recorda o avultado volume de investimentos que estão em andamento em Trás-os-Montes e Alto Douro. “Para esta região, a boa notícia é que os investimentos que estão em curso são de um volume sem precedentes. Estamos a falar de milhares de milhões de euros nas acessibilidades rodoviárias, nos sectores das energias, da cultura, da educação, da saúde”, reforçou.
O ministro da Presidência lembrou ainda que “recentemente foram anunciados os projectos do Quadro de Referência Estratégico Nacional que, para a região, significam um investimento na ordem dos 200 milhões de euros num prazo muito curto”.
A intervenção na Linha do Corgo (encerrada desde de Março de 2009, devido à falta de condições de segurança detectadas na sequência do inquérito da REFER aos acidentes ocorridos na Linha do Tua), que prevê um investimento na ordem dos 23,4 milhões de euros, está estagnada, tendo sido apenas arrancados os carris e beneficiada a sua plataforma. Segundo o plano inicial, as fases seguintes incluiriam a colocação dos novos carris e travessas, e a beneficiação das estações e apeadeiros, intervenções que no global deveriam estar concluídas até ao final de 2010.




