Com o objetivo de dotar o rio Douro e afluentes de condições para as atividades de animação turístico-fluvial, a delegação Norte e Douro do IPTM vai promover um conjunto de intervenções no cais fluvial e numa das margens do rio Pinhão, no âmbito do Programa ON.2 – O Novo Norte (Programa Operacional Regional do Norte 2007/2013). Contudo, o processo sofreu alterações devido a um reajustamento do projeto, o que significa um atraso de cerca de três meses em relação à data previsível do início da obra, conforme nos referiu Artur Cascarejo, presidente da autarquia de Alijó.
Os trabalhos previstos apontam para o reforço e ampliação da capacidade de acostagem do cais, de forma a contemplar a deslocação das atuais plataformas de recreio para a nova fluvina no rio Pinhão e respetiva proteção marginal. Será ainda beneficiado um arruamento de acesso, bem como a execução das estruturas de guiamento do quebra-mar existente no cais da Régua para colocar a montante do atual cais do Pinhão. Um investimento de cerca de 612 mil euros.
O cais do Pinhão, designado como cais principal nos termos das Especificações do Plano Geral de Cais Fluviais do Douro, está atualmente dotado de um cais fixo com cerca de 88 metros de extensão para acostagem de embarcações turísticas de grande e médio porte, duas plataformas flutuantes de 24 metros cada.
Uma outra obra importante para a navegação comercial na região continua à espera, há mais de 15 anos, de luz verde para avançar, trata-se do alargamento e aprofundamento do canal navegável do Douro ao longo de mais de seis quilómetros entre Foz-Tua e a Barragem da Valeira. Dos atuais 2,5 metros de profundidade e 20 metros de largura, um estudo já efetuado prevê o aprofundamento do canal até aos 4,2 metros e a duplicação da largura, com um custo de 25,5 milhões de euros.





