Quinta-feira, 20 de Janeiro de 2022
©DR

Projeto “emblemático” promove riqueza gastronómica da região

Sob o mote “Só aqui se come assim”, a rede de Tabernas do Alto Tâmega procura preservar os hábitos e costumes transmontanos, através da implementação de um conceito de restauração que assenta em preceitos tradicionais e familiares. Ao mesmo tempo, o projeto constitui uma importante alavanca para o turismo gastronómico da região.

-PUB-

O projeto nasceu em 2004, pelas mãos da ADRAT – Associação de Desenvolvimento da Região do Alto Tâmega, e junta 22 estabelecimentos espalhados pelos seis municípios da região. Recentemente, “concorreu à linha de apoio à valorização turística do interior, através do Turismo de Portugal, tendo em vista alavancar a divulgação da riqueza gastronómica do território”, frisou Albano Álvares, presidente da Asssociação da Rede de Tabernas.

“O projeto nasceu com o intuito de fazer jus à forte vontade regional de reposicionar a gastronomia, numa promoção alargada dos sabores, para que se passe a mensagem e se chegue a mais pessoas, sobretudo àquelas que ainda não conhecem o Alto Tâmega. Isto tem sido feito com mestria. É, de facto, um projeto emblemático. Nos últimos dois anos tivemos cerca de 25 chefs na nossa região, muitos deles com estrelas Michelin, o que é notável”, destacou o engenheiro.

‘”O projeto tem-nos ajudado, sobretudo, a passar a palavra. É este o nosso cartão de visita”
LUÍS CHAVES, Restaurante Aprígio

APRÍGIO

Recentemente remodelado, o Aprígio é um dos ex-libris gastronómicos da cidade de Chaves e um dos estabelecimentos que compõem a rede. De portas abertas desde 1954, vai na terceira geração e mantém o lado tradicional que sempre o caracterizou, “embora com melhorias visíveis, sobretudo no que toca ao conforto do espaço. Mantivemos o lado rústico, em especial a nossa lareira, agora melhorada”, destacou Luís Chaves.

“Entrámos no projeto porque este espaço foi, em tempos, uma taberna. Faz parte da nossa história. Nunca perdemos essa especificidade. A adesão prendeu-se com a vontade de chegarmos a mais gente e dar a conhecer a nossa casa. Tem corrido bem, apesar da situação pandémica”, explicou Aprígio Chaves.

“A adesão prendeu-se com a vontade de chegarmos a mais gente”
APRÍGIO CHAVES, Restaurante Aprígio

“A rede permite-nos chegar a outro tipo de público e dá-nos uma grande visibilidade. Abre-nos outras portas e é uma alavanca turística muito bem-vinda”. Ao mesmo tempo, “este é um espaço diferente, que está aberto seis dias por semana. Serve pratos típicos, como o cozido à transmontana, mas funciona, também, como restaurante”, frisou.

De acordo com o irmão, Luís Chaves, “o projeto tem-nos ajudado, sobretudo, a passar a palavra. Temos recebido gerações inteiras de famílias, dos avós aos netos. É este o nosso cartão de visita”.
-PUB-

APOIE O NOSSO TRABALHO. APOIE O JORNALISMO DE PROXIMIDADE.

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo regional e de proximidade. O acesso à maioria das notícias da VTM (ainda) é livre, mas não é gratuito, o jornalismo custa dinheiro e exige investimento. Esta contribuição é uma forma de apoiar de forma direta A Voz de Trás-os-Montes e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente e de proximidade, mas não só. É continuar a informar apesar de todas as contingências do confinamento, sem termos parado um único dia.

Contribua com um donativo!

Mais lidas

A Imprensa livre é um dos pilares da democracia

Nota da Administração do Jornal A Voz de Trás-os-Montes

Subscreva a newsletter

Para estar atualizado(a) com as notícias mais relevantes da região.