Domingo, 1 de Agosto de 2021

Proteção Civil pede mais vigilância

A Comissão Distrital de proteção Civil (CDPC) de Vila Real reclamou ao Ministério da Administração Interna (MAI) um reforço de vigilância e fiscalização no terreno por causa do “aumento significativo” de ignições.

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Fernando Queiroga, presidente da CDPC explica que "está a haver um número maior do que o normal de ignições. Os locais onde têm sido ateados os fogos têm sido de difícil acesso e sinto que os nossos operacionais estão esgotados e têm sido, infelizmente, incêndios de alguma dimensão. Estão constantemente a ser mobilizados para um fogo e para o outro, o esforço tem sido enorme e não têm tido tempo de descanso”.

O também presidente da câmara de Boticas afirmou ter demonstrado, junto do ministro da Administração Interna e do presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) a sua preocupação relativamente ao “aumento significativo do número de ignições” nas últimas semanas, no distrito , e reclamou um reforço de “equipas e ações de vigilância neste território”.

O autarca pediu “o envolvimento de um maior número de militares da GNR, assim como de profissionais da Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF), no patrulhamento e vigilância das florestas, de forma a evitar situações difíceis e males maiores”.

“É preciso autoridade na floresta. Não é só decretar os estados de alerta. E depois? Pedia aos agentes da autoridade que fiscalizem e que vão mais para o meio da floresta, porque isso também servia de pedagogia”, salientou.

Fernando Queiroga reforçou ainda que este ano há uma grande “camada combustível” nos matos e floresta, e o vento forte “faz projeções imensas”, o que por vezes torna quase “impossível o combate direto”.

O autarca confessou, ainda, que “o elevado número de ignições, muitas delas em simultâneo, além de obrigar a uma dispersão de meios no terreno, provoca um grande desgaste físico nos operacionais envolvidos no combate aos incêndios, o que acarreta graves consequências para a segurança das populações, dos seus bens e do meio ambiente”.

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