Os deputados sociais democratas eleitos pelo círculo de Bragança questionaram, esta quinta feira, o Ministério da Segurança Social, sobre o facto de a Brigada de Intervenção Rápida ainda não ter prestado “qualquer apoio médico” aos utentes do lar de Santa Isabel, afeto à Santa Casa da Misericórdia de Bragança.
Adão Silva e Isabel Lopes relembram que, até “à data de hoje”, foram diagnosticadas nesta instituição, 123 pessoas com o vírus e mais de uma centena aguardam resultados, o que, acreditam, “pode aumentar significativamente este número e tornar-se o maior surto de Covid-19 ativo em Portugal”.
“A situação é gravíssima e exige medidas e apoios excecionais”, apelam.
A Brigada de Intervenção Rápida para Bragança é composta por dois enfermeiros e cinco auxiliares e começou a atuar no dia 4 de outubro, mas e segundo o comunicado dos sociais democratas “ainda não se verificou qualquer apoio médico!”.
De acordo com o Instituto de Segurança Social (ISS), as brigadas estão constituídas em todos os distritos e integram 216 ajudantes de ação direta, 27 auxiliares de serviços gerais, 56 enfermeiros, 20 médicos e 20 psicólogos. “Estes números totalizam 339 profissionais, apesar do ter sido anunciado pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social que seriam 400 profissionais divididos pelas 18 brigadas (uma por cada distrito)”, apontam os deputados.
O PSD questionou ainda o ministério encabeçado por Ana Mendes Godinho sobre se a Brigada de Intervenção Rápida do distrito de Bragança “já está completa” e “quantos dias vai permanecer essa brigada na Instituição?”.



