Mário Lisboa
Mário Lisboa
Tenente-Coronel da Força Aérea. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

PSP e GNR andam a ser maltratadas

Diariamente, os órgãos de Comunicação Social deste País em que vivemos, dão-nos relatos terríveis de agressões e até homicídios dos agentes de segurança acima referidos, que no cumprimento da sua missão se vêm desrespeitados, insultados etc. Mal podem defender-se, sujeitando- se à vergonha de serem submetidos a julgamentos formais.

Muitas vezes, antecipadamente preparados, acabam por saírem quase culpados daquilo que não fizeram.

Esta é, infelizmente, uma situação quase diária, que urge em ser resolvida. Por outro lado, torna-se cada vez mais difícil, o recrutamento de pessoal para as duas instituições, pois, também a remuneração que auferem não é de perto nem de longe atrativa, pese embora a sua identidade nos problemas de segurança, à qual não descura, solicitando superiormente o subsídio de risco devidamente aumentado num valor ridículo de 69 euros.

A vida, a integridade física, a solubridade dos profissionais da GNR e PSP, que auferem um rendimento um pouco acima do ordenado mínimo nacional, sem outro real rendimento que possa acautelar a especificidade, a penosidade, o desgaste, o risco da função.
Não se vislumbrava bom futuro, para estas corporações essenciais, diria mesmo vitais para a sociedade.

Finalmente, nos últimos concursos para elementos a integrar estas forças, não houve o número de candidatos suficientes para que a seleção tivesse o grau de exigência suficiente e necessário para o preenchimento de todas as vagas abertas.
É preocupante esta situação que se agrava dia a dia .

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